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Formalização de empregadores e autônomos alcança recorde histórico, mas maioria ainda não possui CNPJ

Formalização de empregadores e autônomos alcança recorde histórico, mas maioria ainda não possui CNPJ

A formalização de empregadores e trabalhadores autônomos no Brasil atingiu seu maior percentual na série histórica, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (23/9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar do avanço, aproximadamente 65% desses profissionais ainda não possuem Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ), indicando que a maior parte da população economicamente ativa nesse segmento continua operando na informalidade ou sem registro empresarial.

De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) — Características Adicionais do Mercado de Trabalho, o índice de trabalhadores com registro empresarial cresceu de 24% em 2012 para 35% em 2025. Este aumento de 11 pontos percentuais ao longo de mais de uma década reflete uma tendência de maior formalização no mercado de trabalho, embora ainda haja uma significativa parcela de profissionais sem CNPJ. Os dados revelam que a formalização é mais expressiva em algumas regiões do país, com o Sul apresentando o maior índice, de 46,7%, enquanto o Norte mantém o menor, com 15,6%.

A análise por gênero aponta que as mulheres apresentam uma taxa de formalização superior à dos homens, com 36,7% contra 34,2%, indicando uma leve vantagem na adesão às formas de trabalho formal entre o sexo feminino. Essa diferença, embora pequena, pode refletir políticas específicas ou dinâmicas de mercado que favorecem a formalização entre mulheres trabalhadoras.

No âmbito regional, a evolução da formalização mostra que as regiões Sul e Sudeste tiveram maior avanço no período, com incremento de aproximadamente 11,2 pontos percentuais cada uma. Esses números sugerem que os esforços de políticas públicas e incentivos à formalização podem estar tendo impacto mais efetivo nessas áreas, embora o Norte continue apresentando uma taxa de formalização bastante abaixo da média nacional.

Ainda segundo o IBGE, o crescimento na proporção de empreendedores formalizados com CNPJ entre 2012 e 2025 demonstra uma mudança gradual na estrutura do mercado de trabalho. Além do aumento na formalização, o levantamento aponta que a associação de trabalhadores a sindicatos manteve-se relativamente estável em 2025, atingindo 8,8% do total de trabalhadores, ou seja, cerca de 9,1 milhões de pessoas. Este dado indica estabilidade na sindicalização, após uma recuperação significativa registrada em 2024, quando houve um aumento de 9,8% no número de sindicalizados, equivalente a aproximadamente 812 mil pessoas a mais do que no ano anterior.

A série histórica aponta que, após uma tendência de queda iniciada em 2014, a procura por sindicalização apresentou uma recuperação em 2024, interrompendo o ciclo de decréscimo. Contudo, em 2025, o índice voltou a se estabilizar, mantendo-se praticamente no mesmo patamar do ano anterior, o que evidencia uma estabilidade na participação dos trabalhadores em sindicatos no Brasil.

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