A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) manifestou-se de forma positiva em relação ao lançamento do programa Desenrola 3.0, anunciado pelo governo federal na última sexta-feira, dia 25 de setembro. A entidade destacou que espera que a iniciativa contribua para a redução do endividamento das famílias brasileiras e para a melhoria do ambiente de crédito no país. Em nota oficial, a Febraban afirmou que os bancos estão “muito sensibilizados” com o atual cenário de inadimplência, o qual, segundo a federação, tem prejudicado o bem-estar financeiro das famílias e comprometido o funcionamento eficiente do mercado de crédito.
A entidade ressaltou ainda o caráter voluntário da adesão ao programa e o foco na renegociação de dívidas com atraso superior a dois anos e meio. Segundo a Febraban, o formato adotado pelo governo respeita as particularidades do mercado financeiro e amplia as possibilidades de renegociação de débitos, podendo alcançar um público maior de devedores. A federação acredita que, com a participação do governo federal e a simplificação do processo, será possível ampliar o alcance das ações de desalavancagem, promovendo uma redução mais rápida do endividamento das famílias mais afetadas pela inadimplência elevada.
A expectativa da Febraban é de que o Desenrola 3.0 produza efeitos positivos tanto para os consumidores quanto para o mercado financeiro. A entidade afirmou que a iniciativa deve aliviar a situação financeira das famílias e, ao mesmo tempo, contribuir para a melhoria do ambiente de crédito no país, promovendo maior acesso e condições mais favoráveis para a quitação de dívidas.
O programa Desenrola 3.0 foi anunciado pelo governo federal como uma nova fase do programa de renegociação de dívidas, criado por meio de medida provisória. A iniciativa prevê a compra, pela União, de carteiras de dívidas inadimplidas de pessoas físicas que estejam em posse de instituições financeiras e outras empresas credoras. A estimativa do governo é de que o programa possa atingir até R$ 150 bilhões em dívidas, abrangendo débitos com atraso de pelo menos dois anos e meio, mas não superiores a quatro anos e meio.
A União pretende adquirir essas carteiras com desconto junto aos credores, cuja diferença será considerada na renegociação com os devedores, possibilitando condições mais favoráveis de pagamento. A adesão ao programa será voluntária por parte dos credores, e o governo planeja realizar, em novembro, um leilão para a compra dessas carteiras. Entre os débitos elegíveis, estão aqueles com atraso entre dois e quatro anos e meio.
A medida provisória também estabelece que o Desenrola 3.0 poderá funcionar até 30 de junho de 2028, reforçando o compromisso do governo de implementar ações de enfrentamento ao endividamento das famílias e de ampliar o acesso ao crédito. A iniciativa faz parte de um conjunto de medidas voltadas a estimular a recuperação econômica e a estabilidade do mercado financeiro, buscando equilibrar o relacionamento entre credores e devedores e promover maior inclusão financeira no país.


