A indisponibilidade de abastecimento de água na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) resultou na suspensão de atividades escolares nesta terça-feira, dia 1º de novembro, afetando tanto unidades municipais quanto estaduais. A Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) informou que, após intervenções emergenciais, o sistema de abastecimento na área foi parcialmente restabelecido na manhã desta terça-feira, e a previsão é de que a normalização completa ocorra até quinta-feira, dia 3.
No bairro Barreiro, uma das áreas mais afetadas, escolas municipais comunicaram às famílias a suspensão das atividades devido à falta de água, incluindo a Escola Municipal Antônio Mourão Guimarães, que orientou os responsáveis a enviarem garrafas de água para os estudantes. A unidade também informou que o programa Escola Integrada não funcionaria nesta terça, devido à impossibilidade de atender às demandas básicas. Na mesma região, a Escola Estadual Cecília Meireles também suspendeu as aulas, aguardando uma definição sobre o funcionamento na quarta-feira, enquanto a rede estadual de ensino ainda não confirmou o retorno das atividades.
Além das escolas municipais, unidades de ensino da rede estadual também foram afetadas, embora a Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE/MG) não tenha divulgado um balanço detalhado sobre o número de escolas impactadas. A pasta confirmou que algumas unidades tiveram suas atividades suspensas nesta terça-feira e que, nas que permaneceram abertas, esforços estão sendo realizados para reforçar o abastecimento por meio de caminhões-pipa. As escolas que tiveram aulas canceladas deverão realizar reposições posteriormente, de acordo com o Calendário Escolar de 2026, garantindo o cumprimento dos 200 dias letivos previstos na legislação.
A situação ocorre um dia após a Copasa informar que as intervenções no sistema de abastecimento tinham sido concluídas e que o fornecimento começava a se normalizar. No entanto, novos reparos realizados nesta terça-feira detalharam o rompimento de uma adutora no Barreiro, cuja manutenção foi finalizada na manhã desta terça, permitindo a religação do sistema e o início da recuperação do abastecimento. A companhia também corrigiu, na noite de segunda-feira, um vazamento pontual em uma adutora relacionada às obras de interligação executadas pela Secretaria de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias (Seinfra).
Outros fatores contribuíram para os problemas no sistema de abastecimento, incluindo manutenções elétricas realizadas pela Cemig em Brumadinho, serviços no sistema de Pedro Leopoldo e a paralisação programada do Sistema Rio Manso, ocorrida no último domingo, dia 29 de outubro. Enquanto o sistema passa pelo processo de pressurização, a Copasa mobilizou mais de 15 caminhões-pipa, priorizando hospitais, unidades de pronto atendimento, creches e escolas, além de planejar ampliar a frota nos próximos dias. A companhia anunciou ainda que passará a divulgar boletins diários sobre o status do abastecimento na região.
A Prefeitura de Belo Horizonte foi procurada para fornecer informações detalhadas sobre o impacto da falta d’água nas escolas municipais, incluindo o número de unidades com atividades suspensas, o número de estudantes afetados e as medidas de reposição das aulas. Até o momento, a administração municipal não se manifestou oficialmente sobre o assunto.


