Um homem que foi atingido por um disparo acidental em um clube de tiro localizado na cidade de Toledo, no Paraná, recebeu alta hospitalar na última sexta-feira, dia 11 de setembro, e optou por não registrar denúncia contra o responsável pelo disparo. O incidente ocorreu em 29 de agosto e, segundo informações da Polícia Civil do Paraná (PCPR), o episódio foi considerado um acidente, não havendo indícios de intenção de ferir a vítima.
De acordo com o relato da vítima, ouvida nesta segunda-feira, dia 14 de setembro, o disparo ocorreu enquanto ela manuseava uma arma de fogo no interior do clube, um espaço frequentado por colecionadores, atiradores esportivos e caçadores, conhecidos pela sigla CACs. Imagens de câmeras de segurança do estabelecimento mostram a sequência do ocorrido: a vítima manipula a arma e a deposita sobre uma mesa, momento em que o amigo, um homem de 31 anos que estava junto com ela, retira o armamento para verificá-lo. Durante essa verificação, o disparo acidental é efetuado, atingindo o tórax do homem, que ficou em estado grave e precisou ser encaminhado para atendimento médico de emergência.
Após o atendimento, a vítima recebeu alta e retornou para sua residência. Apesar da gravidade do ferimento, ela decidiu não registrar queixa contra o amigo responsável pelo disparo, o que levou a PCPR a afirmar que, até o momento, o caso deve ser classificado como lesão corporal culposa, ou seja, sem intenção de causar o ferimento. Como não há denúncia formal, os procedimentos policiais deverão ser arquivados.
A investigação conduzida pela Polícia Civil do Paraná já foi encaminhada à Justiça, incluindo a oitiva da vítima e a análise da arma de fogo utilizada. A perícia na arma ainda está em andamento, e a devolução do equipamento ao proprietário depende de autorização judicial. O procedimento policial segue os trâmites padrão para casos de disparos acidentais, considerando a ausência de intenção criminosa e o desejo da vítima de não prosseguir com a denúncia.
Este caso reforça a importância do uso responsável de armas de fogo por parte de colecionadores e atiradores esportivos, além de evidenciar a necessidade de cuidados rigorosos na manipulação de armamentos, especialmente em ambientes de prática esportiva ou recreativa. A Polícia Civil do Paraná continua monitorando a situação, com o objetivo de esclarecer todos os detalhes do episódio e garantir que procedimentos adequados sejam seguidos conforme a legislação vigente.


