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China limita importações de carne de aves de Santa Catarina após surto de doença de Newcastle

China limita importações de carne de aves de Santa Catarina após surto de doença de Newcastle

A China anunciou nesta terça-feira (20/10) a suspensão das importações de carne de aves exclusivamente de Santa Catarina, mantendo a compra de produtos de outros estados brasileiros. A medida foi tomada após a confirmação de um foco da doença de Newcastle em uma granja de perus localizada em Nova Itaberaba, no oeste do estado de Santa Catarina. A restrição, confirmada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), resultou de negociações entre os governos brasileiro e chinês, com o objetivo de evitar a suspensão total das exportações de carne de aves brasileiras para o país asiático.

Segundo o Mapa, a restrição foi limitada a Santa Catarina, uma vez que o foco da doença foi identificado nesta unidade específica. A pasta destacou que, graças à atuação rápida e coordenada, foi possível evitar a suspensão das exportações de todo o território nacional. Atualmente, o Brasil possui 61 estabelecimentos habilitados a exportar carne de frango para a China, que é o principal mercado comprador da proteína brasileira.

Este episódio ocorre em um contexto de preocupação internacional com a doença de Newcastle, uma enfermidade viral que afeta aves domésticas e silvestres. A doença foi detectada inicialmente em uma granja de frangos em Anta Gorda, no Rio Grande do Sul, em julho de 2024, levando o governo brasileiro a suspender, de forma preventiva, as exportações de carne de aves para 44 países, incluindo a China. Essas medidas visam atender aos requisitos sanitários de cada mercado, garantindo a segurança e a qualidade dos produtos brasileiros.

Além da China, outros países também adotaram restrições específicas. O México, por exemplo, decidiu suspender totalmente a importação de carne de frango do Brasil, incluindo aves vivas, carne, miúdos, ovos férteis, pintinhos de até três dias, aves ornamentais, aves de rapina destinadas à venda e animais de estimação provenientes do país. A medida busca proteger a produção avícola mexicana, que é livre da doença de Newcastle.

O Chile, por sua vez, restringiu as importações somente de Santa Catarina, mas ampliou a lista de produtos afetados, incluindo ovos férteis, ovos SPF (livres de patógenos específicos), pintinhos de um dia, aves ornamentais, carne fresca de aves, ovos para consumo humano e produtos cárneos contendo carne de aves. Essas ações refletem a preocupação internacional com a propagação da doença e a necessidade de medidas sanitárias rigorosas.

O Ministério da Agricultura informa que mantém contato constante com as autoridades sanitárias dos países importadores, fornecendo informações técnicas sobre a ocorrência do surto e as ações de controle adotadas. A intenção é garantir transparência no fluxo de informações e avançar nas negociações para a retomada segura do comércio, sempre em conformidade com os requisitos sanitários de cada mercado.

A situação dos demais mercados permanece sob monitoramento, e novas atualizações serão divulgadas à medida que houver confirmações ou alterações no cenário sanitário. O surto de Newcastle foi confirmado pelo Mapa em uma granja de perus em Nova Itaberaba, onde cerca de 6 mil aves deverão ser sacrificadas para conter a propagação da doença. Segundo o governo federal, nenhum animal deixou a propriedade desde o início do alojamento, reforçando a rápida resposta às medidas de contenção.

A doença de Newcastle, causada por um vírus, representa uma ameaça significativa à avicultura, mas o risco de transmissão para humanos é considerado baixo. De acordo com informações da Embrapa, a infecção em pessoas é pouco comum e geralmente causa uma conjuntivite leve e passageira, relacionada ao contato direto com secreções de aves infectadas.

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