O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não registrou novos episódios de soluços nos últimos dias e tem apresentado resposta positiva ao tratamento medicamentoso, de acordo com boletim médico divulgado nesta sexta-feira (24). Conforme a equipe responsável pelo acompanhamento clínico, o aumento da medicação foi eficaz para controlar o quadro de soluços prolongados enfrentado pelo ex-presidente na última semana.
O boletim também aponta que Bolsonaro permanece estável e apresenta uma melhora progressiva dos movimentos do ombro direito, sem queixas de dor. Apesar dessa evolução, os médicos destacam que ele ainda apresenta instabilidade no equilíbrio, atribuída aos efeitos colaterais dos medicamentos utilizados no tratamento. A avaliação sugere que, embora o quadro geral tenha melhorado, os efeitos colaterais não podem ser descartados completamente nesse estágio do tratamento.
Atualização clínica sobre o estado de saúde
Segundo o relatório médico, o paciente continua sob protocolo de alimentação com baixo teor de acidez e de sódio, medidas que buscam reduzir riscos a quadros gastrointestinais e favorecer a estabilidade geral do paciente. Além disso, mantém a prática regular de atividades físicas e adota medidas preventivas para diminuir a probabilidade de quedas e de refluxo gastroesofágico. O texto ressalta que a prescrição dos medicamentos de uso contínuo permanece inalterada, sem alterações no regime terapêutico até o momento.
O ex-presidente cumpre prisão domiciliar desde março, após um período de internação por broncopneumonia. A condição clínica, conforme descrita no boletim, acompanha esse contexto, com foco na recuperação gradual e na garantia de cuidados médicos contínuos em ambiente domiciliar.
Situação jurídica e medidas cautelares
Na esfera jurídica, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu manter a prisão domiciliar de Bolsonaro na semana anterior, ainda que tenha reconhecido o descumprimento de medidas cautelares impostas após a divulgação, por meio do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), de uma carta com conteúdo político. O desdobramento gerou novas sanções, conforme descrito pelo próprio magistrado.
Entre as sanções impostas, Moraes suspendeu por 30 dias o direito do ex-presidente de receber visitas, excetuando advogados, médicos e fisioterapeutas. Além disso, o ministro proibiu visitas com finalidade político-eleitoral e vetou a divulgação de manifestações desse tipo, inclusive por terceiros, até o fim das eleições de 2026. Em paralelo, Flávio Bolsonaro permanece impedido de visitar o pai por um período de 90 dias. As medidas demonstram a continuidade do monitoramento judicial sobre o cumprimento das restrições impostas ao ex-presidente, bem como a preocupação com a contenção de atividades políticas vinculadas ao período eleitoral vigente.
O conjunto de informações do boletim médico, aliado aos desdobramentos na esfera jurídica, ilustra a contemporaneidade do caso: o estado de saúde de Bolsonaro continua sob observação clínica com evolução positiva em alguns aspectos, ao mesmo tempo em que as medidas de segurança institucional e de controle de atividades públicas permanecem em curso, segundo as decisões anunciadas pelo STF. A expectativa é de que novos comunicados sejam divulgados pelos responsáveis pelo acompanhamento médico e pelos órgãos judiciais conforme o quadro clínico avance e as circunstâncias legais se mantenham estáveis.


