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Atlético de Belo Horizonte aposta em contratações de baixo custo e no trabalho do Centro de Inteligência para fortalecer elenco de 2026

Atlético de Belo Horizonte aposta em contratações de baixo custo e no trabalho do Centro de Inteligência para fortalecer elenco de 2026

O Atlético de Belo Horizonte vem consolidando uma estratégia de reforços baseada na busca por bom custo-benefício, apoiada pelo trabalho do Centro de Inteligência do Galo (CIGA). Para a temporada de 2026, o clube adquiriu três jogadores que tiveram papel decisivo nas recentes fases de competição. Dois deles chegaram no início do ano: o lateral-esquerdo Renan Lodi, que veio sem custos de transferência após rescindir contrato com o Al-Hilal, da Arábia Saudita, e o meia Victor Hugo, contratado por cerca de 2 milhões de euros (aproximadamente R$ 11,8 milhões), enquanto estava emprestado pelo Flamengo ao Santos. A terceira contratação ocorreu em agosto: o meio-campista Fred, que veio do Fenerbahçe, da Turquia, por 2,5 milhões de euros (R$ 14,8 milhões). Todos esses nomes passaram pelo rigoroso processo de análise do CIGA, departamento responsável por avaliar e orientar as contratações do clube.

O impacto dessas contratações foi imediato em campo. Renan Lodi marcou o gol do empate por 1 a 1 contra o Cruzeiro no Mineirão, nas quartas de final da Copa do Brasil, contribuindo para a classificação do Atlético. Na partida de volta, Victor Hugo e Fred balançaram as redes na vitória de virada por 2 a 1 na Arena MRV, garantindo a vaga às semifinais da competição nacional. Além do protagonismo dentro de campo, o investimento feito pelo clube reforça a relação custo-benefício dessas operações. Fred, por exemplo, que possui passagem pelo Manchester United e duas participações em Copas do Mundo com a seleção brasileira, é considerado uma das principais contratações do futebol brasileiro em 2026, especialmente ao se comparar com outras transferências de alto valor realizadas no país nesta temporada.

De acordo com dados do mercado, algumas das transferências mais caras do Brasil nesta temporada ultrapassaram 17 vezes o valor investido na contratação de Fred pelo Atlético. O Flamengo, por exemplo, pagou 42 milhões de euros (cerca de R$ 260 milhões) por Lucas Paquetá, do West Ham, enquanto o Cruzeiro desembolsou 27 milhões de euros (aproximadamente R$ 169 milhões) por Gerson, do Zenit. O Palmeiras também realizou uma contratação de destaque, investindo 25 milhões de euros (R$ 155 milhões) na aquisição de Jhon Arias, do Wolverhampton. Essas cifras evidenciam o perfil de mercado mais elevado, em contraste com o planejamento do Atlético, que prioriza operações fundamentadas em análises detalhadas e estratégias de longo prazo.

O trabalho do CIGA é fundamental nesse contexto, atuando além da prospecção de jogadores. O departamento trabalha com uma combinação de 12 softwares que abrangem dados de eventos, vídeos, relatórios de scout, análises táticas, informações contratuais e acompanhamento de atletas emprestados e categorias de base. Segundo Rodrigo Weber, gerente de Mercado do CIGA, o processo de avaliação inicia com uma análise ampla de mais de 50 mil jogadores na base de dados, que passa por filtros que consideram desempenho, histórico de lesões, viabilidade financeira e alinhamento com o projeto esportivo do clube. Weber explica que o procedimento envolve várias etapas, incluindo observação in loco e apresentação do projeto do Atlético aos jogadores, buscando garantir uma contratação que seja benéfica tanto do ponto de vista técnico quanto financeiro.

O método de análise também é aplicado na contratação de atletas em destaque, como Kevin Castaño, que disputou a Copa do Mundo de 2026 pela Colômbia e foi contratado por empréstimo em agosto, conquistando rapidamente espaço na equipe. Outro exemplo é o jovem volante Mamady Cissé, de 19 anos, natural de Conacri, na Guiné, que chegou ao Atlético em 2025 após ser observado pelo CIGA. Após ganhar massa muscular e se destacar nas categorias de base, Cissé passou a integrar o elenco principal e já desperta interesse de clubes europeus. Essas contratações exemplificam a eficácia do trabalho do departamento, que também envolve dirigentes e comissão técnica na indicação de nomes, sempre submetidos a critérios de análise detalhada.

Em síntese, o Atlético demonstra que sua estratégia de reforços, apoiada pelo trabalho do CIGA, busca equilibrar custo e benefício, priorizando operações fundamentadas em dados e análises aprofundadas. Essa abordagem tem se mostrado eficiente, especialmente ao considerar o desempenho imediato dos jogadores contratados e o potencial de retorno financeiro nas competições nacionais, como a Copa do Brasil, cuja premiação já rendeu ao clube cerca de R$ 18 milhões, com possibilidade de chegar a R$ 78 milhões em caso de conquista do título.

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