Correio Divinopolitano

Anvisa determina apreensão e proibição de medicamentos da United Labz vendidos sem registro

Anvisa determina apreensão e proibição de medicamentos da United Labz vendidos sem registro

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou nesta terça-feira (1º de setembro) a apreensão e a proibição de todas as atividades relacionadas aos medicamentos da marca United Labz. A medida inclui a fabricação, importação, distribuição, armazenamento, transporte, comercialização, propaganda e uso dos produtos, que estavam sendo comercializados sem o devido registro ou autorização do órgão regulador. A decisão foi publicada oficialmente no Diário Oficial da União e reforça a necessidade de cumprimento das normas sanitárias brasileiras para a comercialização de medicamentos.

De acordo com a Anvisa, a empresa United Labz mantinha páginas na internet com anúncios de substâncias destinadas ao tratamento de obesidade e diabetes, promovendo compostos como a tirzepatida e mencionando a retatrutida. A tirzepatida é um medicamento aprovado para controle glicêmico e redução de peso, indicado para pacientes com diabetes tipo 2, enquanto a retatrutida ainda está em fase de estudos clínicos e não possui autorização para venda ou uso no Brasil. A divulgação e venda desses produtos, sem o devido registro, representam uma violação às normas sanitárias brasileiras, que exigem avaliação prévia de qualidade, segurança e eficácia antes de qualquer medicamento chegar ao consumidor.

A agência destacou que os produtos eram anunciados e comercializados por canais digitais, sem qualquer notificação, cadastro ou autorização junto ao órgão regulador. Além disso, a responsabilidade pela fabricação dos medicamentos não foi identificada, o que aumenta o risco de produtos de origem duvidosa ou não controlada, colocando em risco a saúde pública. A legislação brasileira é clara ao estabelecer que medicamentos só podem ser comercializados após passarem por processos de avaliação e aprovação pela Anvisa, garantindo assim a segurança do usuário final.

A resolução publicada nesta terça-feira também reforça que a proibição é extensiva a qualquer pessoa ou empresa envolvida na venda ou divulgação dos produtos, incluindo plataformas digitais e redes sociais. A medida visa coibir a circulação de medicamentos ilegais no mercado, além de proteger os consumidores de possíveis riscos à saúde decorrentes do uso de substâncias não autorizadas. A Anvisa reforça a importância de adquirir medicamentos apenas em estabelecimentos autorizados e com a devida prescrição médica, garantindo a segurança e eficácia dos tratamentos.

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