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EUA registram maior número de casos de sarampo em 35 anos, aponta CDC

EUA registram maior número de casos de sarampo em 35 anos, aponta CDC

O Centers for Disease Control and Prevention (CDC), principal instituto nacional de saúde pública dos Estados Unidos, divulgou que até a última quinta-feira (23/7) foram confirmados 2.318 casos de sarampo no país. Deste total, 2.032 são registrados em 45 jurisdições norte-americanas, enquanto 16 casos foram identificados entre visitantes internacionais, segundo o relatório oficial.

A atualização aponta ainda que, em 2026, já foram notificados 35 novos surtos da doença, com a imensa maioria dos casos confirmados (aproximadamente 93%) associada a esses surtos. Para contextualizar o ritmo de notificações, 782 registros dizem respeito aos surtos ocorridos no início de 2026, enquanto 1.371 correspondem ao ano de 2025. Com esses números, este é o ano com o maior número de infecções desde 1991, marcando um patamar histórico de incidência da doença no país.

O documento ressalta que as informações são atualizadas semanalmente, destacando a necessidade de vigilância constante diante do padrão de disseminação do sarampo em várias regiões. A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) reforça que esse cenário exige vigilância fortalecida, principalmente em áreas onde a imunização não atingiu os níveis recomendados para impedir a circulação do vírus.

Quanto ao Brasil, o monitoramento também registrou três casos confirmados em São Paulo, o que levou as autoridades de saúde a acionar os mecanismos de alerta. Apesar disso, o país continua portando o certificado de eliminação do sarampo, título reconquistado pela OPAS em 2024, após avaliações que comprovaram a interrupção da circulação endêmica da doença.

A vacinação permanece como a principal forma de prevenção. Conforme a OPAS, a ausência de níveis de imunização adequados compromete a chamada imunidade de rebanho, aumentando a vulnerabilidade da população à transmissão do vírus. No Brasil, a vacina tríplice viral — que oferece proteção contra sarampo, caxumba e rubéola — está disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS).

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