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Presidente do América reage a protesto na porta do CT Lanna Drumond e defende manifestação pacífica

Presidente do América reage a protesto na porta do CT Lanna Drumond e defende manifestação pacífica

Márcio Vidal, presidente do Conselho de Administração do América, abordou, em entrevista coletiva, o protesto programado por parte de torcedores para a porta do Centro de Treinamento Lanna Drumond, na manhã de sábado (25). Ele confirmou ter contatos com torcidas organizadas, reconheceu a validade da manifestação e ressaltou a necessidade de que o ato permaneça dentro de parâmetros de não violência, defendendo um espaço democrático de expressão dentro da história do clube.

O tema saiu à tona durante uma coletiva concedida nesta sexta-feira (24), quando Márcio Vidal utilizou o espaço para falar sobre a mobilização de parte da torcida que pretende se dirigir ao CT Lanna Drumond na manhã de sábado. O dirigente afirmou estar ciente do protesto e relatou manter linhas de comunicação abertas com integrantes de torcidas organizadas. “Estou sabendo (do protesto), claro que eu estou sabendo. Inclusive, alguns que vão lá me falaram que vão. Eles têm contato aberto comigo. Eu não sei, porque eu não conheço os outros presidentes, mas eu acho que são raros os presidentes de clube que têm e que dão acesso a torcedores. Eu converso com vários líderes de torcida”, afirmou, ressaltando a prática de diálogo como parte da gestão.

Na sequência, Vidal destacou a importância do protesto ser realizado de forma pacífica. Ele agradeceu aos torcedores que costumam comparecer ao estádio Independência e reiterou o apelo para que quaisquer manifestações ocorram sem agressões. “Como eles estão revoltados, eles querem demonstrar para os atletas que estão insatisfeitos. Eles têm dois jeitos de fazer isso. Vão ao campo e eles têm ido. A torcida que vem é pequena, mas é a torcida pela qual eu agradeço pela existência dela. Eles vão lá e podem vaiar, xingar… é direito deles”, declarou, ampliando o entendimento sobre os modos de expressão permitidos no ambiente esportivo.

Em seguida, o presidente detalhou a orientação para quem comparecer ao CT: “Vai lá na porta de CT e falar: ‘Cara, nós não estamos gostando, não está legal. O que a gente pode fazer para ajudar?’” Conforme Vidal, esse tipo de manifestação representa, aos seus olhos, uma forma democrática de demonstrar insatisfação, desde que permaneça alinhado ao “histórico do América, que é um histórico de não violência”. Ele enfatizou que o clube valoriza a participação da torcida, desde que os princípios de convivência e respeito sejam mantidos.

O episódio, que envolve a relação entre a diretoria e as torcidas organizadas, revela o desafio de manter um canal de diálogo ativo entre gestão e base de torcedores em momentos de cobrança por resultados ou mudanças administrativas. A postura de Vidal aponta para a tentativa de institucionalizar a participação popular dentro de um clube de tradição no futebol brasileiro, ao mesmo tempo em que impõe um limite claro à violência como forma de manifestação. Essa tensão entre expressão popular e preservação da ordem pública é comum em clubes com grande massa de torcedores e histórico de mobilizações que impactam o cotidiano das atividades do clube, desde treinos até a preparação para jogos. A expectativa é de que as conversas entre diretoria e torcedores continuem, buscando caminhos que permitam a manifestação dos torcedores sem comprometer a segurança das equipes, dos funcionários e dos próprios torcedores.

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