A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) definiu as cepas do vírus influenza que deverão compor as vacinas contra a gripe utilizadas no Brasil em 2027. A determinação foi publicada na terça-feira (3/11), por meio da Instrução Normativa nº 475/2026, e segue as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a temporada de vacinação no Hemisfério Sul.
A composição dos imunizantes é revisada anualmente porque o vírus influenza sofre mutações e diferentes cepas podem passar a circular com maior frequência. A OMS monitora essas mudanças e indica as variantes que devem ser incluídas nas vacinas de cada temporada. O objetivo é atualizar a proteção oferecida pelos imunizantes diante das características dos vírus em circulação.
De acordo com a norma da Anvisa, as vacinas destinadas ao Hemisfério Sul e que serão utilizadas no Brasil a partir de 1º de fevereiro de 2027 deverão ser compostas por três cepas do influenza. A formulação poderá variar conforme a tecnologia empregada na fabricação dos produtos.
A composição terá duas cepas do tipo A, correspondentes aos subtipos H1N1 e H3N2, além de uma cepa do tipo B, pertencente à linhagem Victoria. A combinação foi estabelecida para contemplar diferentes variantes associadas à gripe sazonal entre seres humanos.
Composição varia conforme a tecnologia de fabricação
A Anvisa determinou que os imunizantes produzidos com tecnologia baseada em ovos deverão seguir a composição definida na Instrução Normativa nº 475/2026. A norma também estabelece uma formulação específica para as vacinas fabricadas por tecnologias que não utilizam ovos.
Nessas vacinas produzidas sem o uso de ovos, a diferença prevista está relacionada à cepa do vírus influenza B. A regulamentação determina, portanto, que os fabricantes observem a composição correspondente à tecnologia utilizada durante a produção do imunizante.
Os rótulos das vacinas destinadas à temporada de 2027 no Hemisfério Sul deverão apresentar a identificação “CEPAS 2027 HEMISFÉRIO SUL”. A informação servirá para distinguir esses produtos de outras formulações autorizadas para uso em períodos ou regiões diferentes.
Anvisa também regulamenta vacinas do Hemisfério Norte
Além da composição voltada ao Hemisfério Sul, a Anvisa definiu os componentes dos imunizantes com cepas recomendadas para o Hemisfério Norte na temporada 2026-2027. Essas vacinas serão destinadas exclusivamente a campanhas do Ministério da Saúde realizadas em regiões específicas do Brasil.
Para essa finalidade, os imunizantes deverão conter as cepas A/Missouri/11/2025, A/Darwin/1454/2025 (H3N2) e B/Tokyo/EIS13-175/2025, da linhagem Victoria.
As embalagens dos produtos destinados à temporada do Hemisfério Norte deverão trazer a identificação “CEPAS 2026-2027 HEMISFÉRIO NORTE”. A exigência permitirá diferenciar esses imunizantes daqueles formulados para a campanha regular do Hemisfério Sul, prevista para começar no Brasil em 1º de fevereiro de 2027.


