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Explosões em Minas reforçam alerta para prevenção de vazamentos de gás

Explosões em Minas reforçam alerta para prevenção de vazamentos de gás

Duas explosões envolvendo botijões de gás foram registradas na quarta-feira (28) e na quinta-feira (29) em Minas Gerais. Os casos deixaram uma pessoa morta e reforçaram a necessidade de cuidados para evitar vazamentos, apontados como uma das principais causas de acidentes com gás. Na Região Metropolitana de Belo Horizonte, o número de ocorrências desse tipo aumentou quase 22% entre 2025 e 2026, passando de 236 para 287 registros, segundo dados do Corpo de Bombeiros.

Em entrevista ao Hoje em Dia, o tenente Elias Cristovan, chefe da Sala de Imprensa do Corpo de Bombeiros, explicou que a identificação de um possível vazamento deve ser feita com segurança. O militar alertou que fósforos e isqueiros nunca devem ser usados para verificar se há escape de gás. Embora em algumas situações o procedimento não provoque problemas, a chama pode causar uma explosão grave.

A orientação dos Bombeiros é utilizar uma esponja úmida com detergente. Depois de apertar a esponja para produzir espuma, o morador deve aplicá-la na região onde a válvula de gás se encaixa no botijão. O surgimento de bolhas indica a presença de vazamento.

Ao identificar o problema, a primeira medida deve ser tentar fechar a válvula do botijão ou do sistema de gás encanado. Caso não seja possível interromper o vazamento, é necessário abrir portas e janelas para permitir a ventilação do imóvel e deixar a residência imediatamente. O risco de explosão permanece mesmo quando não há nenhuma chama acesa no local.

Depois de sair do imóvel, a recomendação é entrar em contato com a empresa responsável pelo fornecimento e solicitar a substituição do botijão. A orientação busca evitar que o morador permaneça em um ambiente com concentração de gás, situação que pode provocar uma explosão.

Vazamentos com fogo exigem acionamento imediato dos Bombeiros

Nos casos em que o vazamento já esteja acompanhado de fogo, o Corpo de Bombeiros Militar deve ser chamado imediatamente pelo telefone 193. Todas as pessoas devem ser retiradas do local e, se houver condições, o registro de gás deve ser fechado.

Em uma situação de princípio de incêndio, a recomendação apresentada pelo tenente é o uso de extintor do tipo B, destinado a líquidos inflamáveis. Também é indicado desligar a chave geral de energia localizada na área externa. As medidas devem ser adotadas sem colocar os moradores em risco.

Inspeção de mangueiras e válvulas ajuda a prevenir acidentes

De acordo com Elias Cristovan, a verificação da validade e das condições da mangueira do botijão ou do sistema de gás encanado está entre as principais medidas preventivas. O equipamento tem validade de cinco anos e deve ser certificado pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro).

Também é necessário observar a integridade da válvula, verificando se há defeitos ou dificuldades para abrir e fechar o dispositivo. Ao receber um botijão, o consumidor deve conferir ainda se o recipiente apresenta alguma deformidade.

Outro cuidado destacado pelo militar está relacionado à instalação da mangueira. Ela não deve passar pela parte traseira do fogão. Quando o forno é ligado, o calor pode aquecer o equipamento, provocar perda de resistência e aumentar o risco de acidente.

Apesar do aumento nos registros de vazamentos, a Região Metropolitana de Belo Horizonte contabilizou 13 explosões de botijões de gás em edificações neste ano, aproximadamente 13% a menos do que as 15 ocorrências registradas no ano anterior.

Para o tenente Elias Cristovan, a redução pode estar relacionada, entre outros fatores, à campanha de conscientização promovida pelo Corpo de Bombeiros. Segundo ele, a adoção de medidas de prevenção é fundamental para impedir que um vazamento evolua para um acidente de maiores proporções, capaz de provocar uma explosão.

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