O Ibovespa, principal índice da B3, encerrou o pregão desta quinta-feira (29/10) em queda de 1,06%, aos 169.186,42 pontos. Foi a quarta sessão consecutiva de baixa do indicador. No mercado de câmbio, o dólar terminou o dia em alta, cotado a R$ 5,387.
O desempenho dos ativos foi influenciado pela cautela dos investidores diante das incertezas relacionadas às contas públicas e à trajetória dos juros. O mercado permanece atento às sinalizações sobre a condução da política econômica e aguarda informações a respeito do plano econômico do próximo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Ao longo da sessão, o Ibovespa oscilou entre a mínima de 168.765,34 pontos e a máxima de 171.402,97 pontos. A diferença entre os dois extremos evidencia a volatilidade observada durante o pregão, em um ambiente marcado pela avaliação dos riscos fiscais e das perspectivas para os juros. O volume financeiro negociado na B3 somou R$ 28,49 bilhões.
Ações da Petrobras encerram o dia em direções opostas
Entre os papéis de maior peso no índice, as ações da Petrobras tiveram comportamentos distintos. Juntas, as ações ordinárias e preferenciais da companhia representam cerca de 13,5% da composição do Ibovespa, o que faz com que suas oscilações tenham impacto relevante sobre o desempenho geral da Bolsa brasileira.
Os papéis da estatal foram negociados em uma sessão de queda dos preços internacionais do petróleo. Mesmo nesse cenário, as ações ordinárias, identificadas pelo código PETR3, fecharam em alta de 0,05%. Já as ações preferenciais, negociadas sob o código PETR4, recuaram 0,59%.
O comportamento dos ativos ocorreu um dia depois de a Petrobras divulgar uma prévia operacional referente ao terceiro trimestre. Segundo o documento, a companhia registrou produção própria recorde de petróleo e gás no período, com média de 3,512 milhões de barris de óleo equivalente por dia.
O resultado representou avanço de 11,7% em relação ao mesmo período de 2025. Apesar do dado operacional positivo, as ações preferenciais terminaram o pregão em baixa, enquanto os papéis ordinários apresentaram leve valorização. A movimentação ocorreu em meio ao recuo do petróleo no mercado internacional e à atenção dos investidores aos fatores econômicos e políticos que continuam influenciando os negócios no Brasil.


