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Hospital do DF realiza primeira cirurgia robótica para câncer de mama com plataforma Da Vinci Xi

Hospital do DF realiza primeira cirurgia robótica para câncer de mama com plataforma Da Vinci Xi

Médicos realizaram, em 8 de outubro, a primeira cirurgia robótica para o tratamento do câncer de mama no Distrito Federal com o uso da plataforma Da Vinci Xi. O procedimento ocorreu no Hospital DF Star e foi conduzido pela mastologista Karimi Amaral. A paciente passou por uma mastectomia, com retirada da mama, seguida de reconstrução imediata com a colocação de uma prótese.

As duas etapas foram feitas durante a mesma operação. Dessa forma, a reconstrução ocorreu logo após a retirada da mama, sem a necessidade de uma cirurgia posterior para a colocação da prótese. De acordo com a equipe médica, a paciente apresentou evolução positiva, não sentia dor e recebeu alta aproximadamente 24 horas depois do procedimento. Ainda segundo os profissionais, ela ficou satisfeita com o resultado e com o tamanho reduzido da cicatriz.

Cirurgiã controla todos os movimentos do sistema

Apesar de ser chamada de cirurgia robótica, a operação não é realizada de maneira autônoma pelo equipamento. Todos os movimentos dos instrumentos são comandados pela cirurgiã, que opera a partir de um console. O sistema oferece uma visão tridimensional e ampliada da área submetida à intervenção.

A plataforma Da Vinci Xi conta com instrumentos articulados, capazes de reproduzir os movimentos das mãos da profissional, além de braços finos e longos que permitem alcançar a região operada. A combinação entre a visualização ampliada e a precisão dos movimentos é utilizada para auxiliar a equipe durante o procedimento.

Segundo Karimi Amaral, a abordagem robótica pode permitir a realização de incisões menores, com menor agressão aos tecidos. A técnica também apresenta potencial para reduzir hematomas e edema, termo utilizado para definir o inchaço provocado pelo acúmulo de líquido nos tecidos. Esses fatores podem contribuir para uma recuperação mais confortável.

“Quando falamos em cirurgia robótica, estamos falando de uma abordagem minimamente invasiva, que pode proporcionar benefícios importantes para a paciente. A possibilidade de realizar incisões menores contribui para uma cicatriz muito discreta, muitas vezes quase imperceptível. Também podemos ter menos hematomas e edema, além de uma recuperação mais rápida e confortável”, explicou a mastologista.

Reconstrução foi feita durante a mastectomia

No procedimento realizado em Brasília, a reconstrução mamária ocorreu imediatamente após a mastectomia, com a colocação de uma prótese durante a própria cirurgia. A equipe médica não divulgou a idade da paciente, o estágio do câncer nem o tempo total de duração da operação.

Dados do Ministério da Saúde apontam que a idade é o principal fator de risco para o câncer de mama feminino, com aumento da incidência a partir dos 40 anos. Também são considerados fatores de risco a obesidade, o histórico familiar da doença, a alta densidade mamária, a primeira menstruação precoce, a menopausa tardia e a reposição hormonal.

Na atenção ao câncer de mama, o Ministério da Saúde destaca a importância de identificar os fatores de risco e realizar a detecção precoce. O diagnóstico em fases iniciais favorece os resultados do tratamento. Para Karimi, a adoção de novas tecnologias deve estar associada a um cuidado individualizado, que considere não apenas o combate ao câncer, mas também a recuperação, a autoestima e os aspectos emocionais relacionados ao diagnóstico.

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