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Governo Federal inicia ampliação do acesso a medicamentos oncológicos e testes de rastreamento pelo SUS em Minas Gerais

Governo Federal inicia ampliação do acesso a medicamentos oncológicos e testes de rastreamento pelo SUS em Minas Gerais

Pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) em Minas Gerais passam a contar, a partir desta semana, com acesso a uma nova linha de tratamentos contra o câncer, incluindo nove medicamentos de alta tecnologia. O Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (HC-UFMG), localizado em Belo Horizonte, integra uma lista de 20 centros de saúde do país que iniciaram a oferta dessas opções, que abrangem 13 tipos de câncer e devem beneficiar mais de 116 mil pessoas em todo o Brasil. A iniciativa foi anunciada nesta terça-feira (20) pelo Ministério da Saúde e representa um avanço significativo na ampliação do acesso a tratamentos oncológicos de ponta no sistema público de saúde.

A expectativa inicial no HC-UFMG é atender cerca de 70 pacientes com câncer de mama, uma das doenças que mais acometem a população brasileira. Durante a visita à unidade, o secretário-adjunto de Atenção Especializada à Saúde do Ministério da Saúde, Carlos Amilcar, destacou que a implementação das novas tecnologias visa melhorar o diagnóstico precoce e a eficácia dos tratamentos, garantindo uma abordagem mais eficiente e oportuna para os pacientes. Segundo ele, “estaremos trazendo uma série de tecnologias que permitem tratar melhor e mais eficazmente o câncer, além de possibilitar o diagnóstico em fases iniciais, o que aumenta as chances de sucesso no combate à doença”.

O governo federal planeja ampliar essa oferta progressivamente, atingindo todos os centros oncológicos do país até o final de 2023. A meta é disponibilizar, até dezembro, um total de 23 novos medicamentos, com um investimento anual de aproximadamente R$ 4 bilhões para garantir a continuidade e a expansão dos tratamentos. Entre os medicamentos que passam a ser disponibilizados estão o abemaciclibe, indicado para certos tipos de câncer de mama, e o gefitinibe, utilizado no tratamento de câncer de pulmão. Além disso, a lista inclui opções para tratar câncer de próstata, rim, estômago, tireoide e diferentes tipos de linfomas.

Outra mudança relevante é a ampliação do uso do trastuzumabe, que já era utilizado no SUS no combate ao câncer de mama, agora passando a ser indicado também para pacientes com câncer de estômago. O pazopanibe, por sua vez, será disponibilizado para casos de câncer renal metastático. Essas ações representam uma atualização importante no arsenal terapêutico do sistema público de saúde, buscando oferecer tratamentos mais eficazes e personalizados.

Além dos medicamentos, o Ministério da Saúde anunciou a distribuição de 400 mil testes FIT para rastreamento do câncer colorretal. Esses exames, que detectam pequenas quantidades de sangue nas fezes, serão destinados a homens e mulheres de 50 a 75 anos sem sintomas da doença, com início de implementação previsto para novembro. A estratégia de triagem visa identificar precocemente possíveis alterações no intestino, encaminhando os pacientes para procedimentos mais aprofundados, como a colonoscopia, quando indicado.

As medidas também envolvem reajustes nos valores pagos pelo SUS por procedimentos oncológicos. O repasse por infusão de medicamentos na veia passará de R$ 34 para R$ 140, buscando melhorar a remuneração dos profissionais e a qualidade do atendimento. Outros ajustes incluem o aumento do financiamento para iodoterapia, utilizada em certos casos de câncer de tireoide, além de melhorias nos valores destinados a biópsias e testes moleculares, essenciais para diagnósticos precisos e tratamentos personalizados.

Em Minas Gerais, a cidade de Diamantina destaca-se por já contar com um dos Centros Regionais de Patologia Digital e Telepatologia, uma iniciativa do Ministério da Saúde que visa apoiar a análise de biópsias e acelerar diagnósticos. Três dos oito centros planejados para o país já estão em funcionamento, contribuindo para a agilidade no diagnóstico e no início do tratamento oncológico.

As ações do governo também incluem o financiamento de cirurgias oncológicas por videotoracoscopia, uma técnica minimamente invasiva utilizada principalmente no tratamento de câncer de pulmão, e a criação de um grupo de trabalho dedicado a organizar o atendimento de crianças e adolescentes com suspeita ou diagnóstico de retinoblastoma, tumor que afeta a retina. O diagnóstico precoce dessa doença é fundamental, uma vez que sinais como o reflexo branco na pupila, que pode ocorrer com ou sem estrabismo, aumentam as chances de tratamento bem-sucedido e de preservação da visão.

Essas medidas representam um avanço na política de saúde pública voltada ao combate ao câncer, ampliando o acesso a tecnologias modernas e procedimentos diagnósticos que podem fazer a diferença na vida de milhares de brasileiros.

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