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Jovem de 19 anos é vítima de agressão por militar do Exército em Belo Horizonte após comentário machista

Jovem de 19 anos é vítima de agressão por militar do Exército em Belo Horizonte após comentário machista

Uma jovem de 19 anos foi agredida com três socos por um militar do Exército, de 21 anos, na manhã de segunda-feira, em Belo Horizonte. O incidente ocorreu por volta das 7 horas, em frente a uma padaria localizada no bairro Maria Goretti, na região Nordeste da capital mineira. A vítima sofreu sangramento no nariz e dores no braço após o ataque, que teve origem em um comentário machista feito pelo agressor.

Segundo relato da jovem, o homem acompanhava uma amiga dela e inicialmente se apresentou como policial militar. Antes de partir para a violência, o suspeito teria afirmado que as mulheres “não seriam capazes de suportar os treinamentos realizados por militares”. Essa declaração, considerada machista, teria desencadeado a sequência de agressões. Conforme a vítima, o militar desferiu três golpes contra ela, causando o sangramento no nariz. Ainda abalada, ela relatou sentir dores no braço e nunca ter passado por uma situação semelhante anteriormente.

Após as agressões, o suspeito tentou minimizar a gravidade do ocorrido, chegando a afirmar que a vítima poderia revidar os golpes. A jovem, preocupada com sua segurança, procurou a Delegacia de Plantão de Atendimento à Mulher para registrar a ocorrência. Durante as investigações, a Polícia Civil descobriu que o agressor, na verdade, é cabo do Exército, e não policial militar, como inicialmente alegado pelo próprio suspeito.

A polícia instaurou um inquérito para apurar o caso por lesão corporal qualificada pela condição de sexo feminino. A vítima solicitou uma medida protetiva, uma vez que reside nas proximidades da residência do suspeito, o que a deixou preocupada com possíveis riscos à sua integridade física. A investigação continua para esclarecer todas as circunstâncias do episódio e responsabilizar o agressor conforme a legislação vigente.

Este caso evidencia a gravidade da violência de gênero e a necessidade de ações eficazes para combater comportamentos machistas e proteger vítimas de agressões. O incidente também reacende o debate sobre o comportamento de profissionais de segurança pública e militar, ressaltando a importância de fiscalização e punições rigorosas em casos de violência contra mulheres. A Polícia Civil de Belo Horizonte segue empenhada na apuração do caso, reforçando o compromisso de responsabilizar aqueles que praticam atos de violência e machismo na sociedade.

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