Correio Divinopolitano

Anvisa proíbe venda de lotes falsificados de medicamentos contra câncer e botox

Anvisa proíbe venda de lotes falsificados de medicamentos contra câncer e botox

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou nesta segunda-feira, 19 de outubro, a proibição da comercialização, distribuição e uso de determinados lotes dos medicamentos Dysport, à base de toxina botulínica conhecido como botox, e Keytruda, utilizado no tratamento de alguns tipos de câncer. As medidas, publicadas no Diário Oficial da União, visam coibir a circulação de produtos falsificados no mercado nacional e garantir a segurança dos pacientes.

No caso do Dysport, a ação da agência foi motivada pela identificação de irregularidades específicas em um lote do produto, de número 025155. Segundo a Anvisa, a análise revelou inconsistências na embalagem do medicamento, que apresentava divergências em relação às informações originais fornecidas pelo fabricante. Entre os problemas detectados, destacam-se diferenças na data de validade, no número do lote e no código de barras impressos na embalagem, fatores que indicam possível adulteração ou falsificação. Essas irregularidades comprometem a autenticidade do produto e representam risco à saúde dos usuários, motivo pelo qual a comercialização foi suspensa imediatamente.

Já para o medicamento Keytruda, a medida foi adotada após a constatação de divergências em relação às características de dois lotes específicos, identificados pelos números Z005197 e Z012354. Segundo a própria fabricante do remédio, a detentora do registro junto à Anvisa, foi constatada suspeita de falsificação nas unidades em circulação no mercado brasileiro. A empresa comunicou oficialmente à agência sobre as irregularidades, levando à decisão de bloquear esses lotes para evitar que produtos adulterados continuem sendo utilizados por pacientes que dependem do tratamento contra o câncer.

As ações da Anvisa entram em vigor na data de publicação, reforçando o compromisso do órgão de proteger a saúde pública e coibir a circulação de medicamentos falsificados no Brasil. A fiscalização e o monitoramento de medicamentos no mercado nacional continuam sendo prioridades, especialmente em setores de alta complexidade, como o de tratamentos oncológicos e produtos de uso estético. A medida também reforça a importância de os consumidores adquirirem medicamentos apenas em canais oficiais e autorizados, minimizando riscos à saúde e assegurando a eficácia dos tratamentos.

Artigos Relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *