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Lula busca apoio de líderes do Centrão em negociações para o segundo turno da eleição presidencial

Lula busca apoio de líderes do Centrão em negociações para o segundo turno da eleição presidencial

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) intensificou sua articulação junto a lideranças do Centrão na tentativa de obter apoios pessoais que possam fortalecer sua campanha no segundo turno da eleição presidencial. Essa estratégia ocorre em meio à adesão de partidos do mesmo espectro político à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, que lidera a disputa contra Lula na fase final do pleito.

Na quinta-feira, 8 de outubro, Lula recebeu no Palácio da Alvorada o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB). O encontro, que durou aproximadamente 45 minutos, foi acompanhado pelo deputado federal Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), que permaneceu no local por cerca de duas horas. Segundo Lula, a conversa com Motta foi considerada positiva, e ele afirmou que o parlamentar “vai ajudar a ganhar as eleições”. A reunião ocorreu logo após o partido de Motta anunciar apoio ao candidato bolsonarista na segunda etapa do pleito.

Durante a semana, Lula tem realizado reuniões com aliados para definir estratégias de campanha após terminar o primeiro turno atrás de Jair Bolsonaro (PL), que obteve uma vantagem expressiva na disputa presidencial. No Estado da Paraíba, Lula apoiou a reeleição de Lucas Ribeiro (PP), integrante do grupo político de Hugo Motta, ao governo estadual, além de apoiar os senadores eleitos João Azevêdo (PSB) e Veneziano Vital do Rêgo (MDB). Aguinaldo Ribeiro, por sua vez, é tio do atual governador, reeleito na Paraíba.

Hugo Motta também tentou vincular Lula à campanha de seu pai, Nabor Wanderley (Republicanos), ex-prefeito de Patos, na disputa pelo Senado, embora Nabor não tenha conseguido se eleger. No estado, Lula liderou o primeiro turno com 61,31% dos votos válidos, totalizando 1.541.127 votos. Flávio Bolsonaro, que apoiou o senador Efraim Filho (PL) na disputa pelo governo local, ficou com 33% dos votos, ou seja, 831.377 votos.

Motta tornou-se um dos principais interlocutores de Lula dentro do Republicanos e entre os partidos do Centrão. Apesar de a legenda ter adotado postura de neutralidade no primeiro turno, o deputado paraibano realizou campanha ativa em favor do petista no estado. Na noite de 7 de outubro, o Republicanos realizou uma reunião de sua executiva, na qual anunciou apoio a Flávio Bolsonaro, embora Motta não tenha participado do evento.

Na mesma semana, a União Progressista, federação composta pelo União Brasil e pelo PP, declarou oficialmente apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro ao segundo turno. O apoio foi formalizado durante reunião de parlamentares dessas siglas no Congresso Nacional. O partido Novo também confirmou seu respaldo ao senador. Além disso, Flávio Bolsonaro recebeu o apoio formal do Podemos na quinta-feira, e também negociou adesões de diretórios regionais do MDB, com o presidente nacional da legenda, Baleia Rossi, indicando que pelo menos 14 dos 27 diretórios estaduais do partido já apoiam sua candidatura, incluindo estados do Sul, Sudeste, Centro-Oeste, além de Acre, Tocantins e Amapá.

No cenário político nacional, Lula realizou atividades de campanha nesta semana, incluindo uma caminhada ao lado do candidato do PT ao governo do Distrito Federal, Leandro Grass, programada para sexta-feira, 9 de outubro, em Ceilândia. A região, próxima a Brasília, foi palco de um comício no primeiro turno. O objetivo é mobilizar trabalhadores locais e reforçar a candidatura de Grass contra a atual governadora, Celina Leão, apoiada por lideranças bolsonaristas, incluindo Michelle Bolsonaro.

No sábado, 10 de outubro, Lula seguirá para Natal, no Rio Grande do Norte, onde participará de uma caminhada na Avenida Coronel Estevam, no bairro Alecrim, uma das principais áreas comerciais da cidade. A iniciativa visa fortalecer a candidatura de Cadu Xavier (PT) ao governo estadual, que disputa o segundo turno contra Allyson Bezerra (União Brasil). Lula também aproveitará a mobilização para defender a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata do fim da escala 6×1, tema que está em discussão no Senado Federal e que o governo espera aprovar na próxima semana.

O Rio Grande do Norte é o único estado do Nordeste em que a disputa pelo governo estadual não foi resolvida na primeira fase, diferentemente dos demais estados da região, onde as eleições estaduais foram concluídas na primeira rodada. A eleição no estado foi bastante acirrada, mesmo após a visita de Lula ao local durante o primeiro turno. Allyson Bezerra obteve 36,94% dos votos válidos, contra 36,16% de Cadu Xavier, indicando um resultado bastante equilibrado e uma disputa que promete ser decidida no segundo turno.

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