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Macaco que invadiu condomínios em Salvador morre após ser capturado e suspeitas de intoxicação

Macaco que invadiu condomínios em Salvador morre após ser capturado e suspeitas de intoxicação

Um macaco-prego que invadiu residências de um condomínio na Avenida Paralela, em Salvador, morreu após ser capturado por equipes de segurança e encaminhado ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas). O animal, conhecido como Alcebíades, pertencia ao ex-deputado estadual Marcell Moraes (PSDB) e foi capturado na segunda-feira, dia 5 de outubro, após uma série de incidentes que envolveram ferimentos a moradores e uma operação policial que durou mais de três horas.

De acordo com informações divulgadas pelo próprio ex-deputado, Marcell Moraes anunciou a morte do animal nesta quinta-feira, dia 8 de outubro, e manifestou preocupação quanto às circunstâncias que levaram ao óbito. Moraes afirmou que Alcebíades foi levado à unidade de proteção animal em estado debilitado e que há suspeitas de envenenamento, solicitando uma investigação minuciosa e independente para apurar o que realmente aconteceu, incluindo possíveis contatos com os vizinhos, a ação policial e o período sob os cuidados do CETAS e do INEMA.

Durante a operação de captura, o macaco entrou em várias residências do condomínio, incluindo uma que abrigava um bebê de apenas cinco dias. Além de ferir moradores, o animal também quebrou um box de vidro, causando danos materiais e colocando em risco a integridade de pessoas presentes no local. Um policial militar que participou da ação foi mordido e precisou de atendimento em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Outros três moradores e um segurança também ficaram feridos durante o episódio.

Segundo o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), responsável pelo Cetas de Salvador, Alcebíades chegou à unidade na noite do dia 5 de outubro em estado grave. O animal apresentava sinais de forte debilitamento, incluindo temperatura de 42°C, frequência cardíaca superior a 170 batimentos por minuto, ferimentos na face e na língua, além de salivação intensa e movimentos involuntários. Relatos indicam que o animal teria ingerido bebida alcoólica — possivelmente álcool 70% — e uma cartela de medicamentos, embora o Inema não tenha confirmado oficialmente o consumo dessas substâncias ou sua quantidade.

Ao chegar ao Cetas, o macaco encontrava-se desacordado, e sua condição gerou suspeitas de intoxicação por agentes tóxicos. Apesar do atendimento veterinário, Alcebíades faleceu às 18h42 do mesmo dia. O órgão ambiental anunciou que realizará necropsia e exames para investigar a possível exposição a substâncias tóxicas, mas até o momento não há confirmação da causa da morte. O Inema ressaltou que irá apurar as circunstâncias relacionadas aos cuidados com o animal e possíveis negligências por parte do tutor, além de avaliar a adoção de medidas administrativas cabíveis.

O episódio também mobilizou a polícia, que permaneceu no local por mais de três horas para conter o animal, que chegou a ferir moradores e um policial. Além disso, o animal, que era legalmente propriedade de Moraes, já havia sido alvo de outras ocorrências anteriores, segundo relatos de moradores do condomínio. A situação levanta questões sobre o manejo de animais silvestres mantidos em ambientes residenciais e a necessidade de fiscalização adequada para evitar incidentes como esse.

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