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Lagoa Santa suspende aulas após registro de mais de 240 casos de sarna humana

Lagoa Santa suspende aulas após registro de mais de 240 casos de sarna humana

A cidade de Lagoa Santa, localizada na Região Metropolitana de Belo Horizonte, anunciou a suspensão das aulas presenciais nesta quinta-feira (8) e sexta-feira (9), em decorrência do aumento expressivo de casos de sarna humana, também conhecida como escabiose, que atingiu um total de 241 registros até o momento. A medida foi adotada pelas autoridades municipais após a confirmação de 50 novos casos nas últimas 24 horas, como uma ação preventiva para conter a propagação da doença.

De acordo com a administração municipal, embora o fechamento temporário das escolas não seja uma recomendação técnica padrão para o manejo da escabiose, essa decisão visa reforçar as ações de controle e evitar o agravamento do cenário epidemiológico. Todos os indivíduos diagnosticados foram encaminhados para atendimento na rede de saúde pública local, onde recebem avaliação médica e orientações específicas de tratamento, se necessário. As Secretarias de Saúde e de Educação acompanham de perto a situação, monitorando as unidades de saúde, hospitais e as famílias afetadas, com o objetivo de garantir a efetividade das ações de controle e a rápida identificação de novos casos.

A prefeitura reforçou que a suspensão das aulas, por si só, não é suficiente para interromper a transmissão da sarna. Assim, orienta pais e responsáveis a manterem cuidados em casa, como a observação de sinais clínicos, incluindo coceira intensa e lesões na pele. Em caso de suspeita, a recomendação é procurar uma unidade de saúde para avaliação adequada. Além disso, é fundamental a higiene de roupas, roupas de cama, toalhas e objetos de uso pessoal, além de evitar contato físico próximo com pessoas potencialmente contaminadas, a fim de reduzir o risco de novas infestações e reinfestações.

Este não foi o primeiro episódio de suspensão escolar relacionado à sarna em Lagoa Santa. No início de maio, a prefeitura interrompeu as atividades na Escola Municipal Mércia Margarida Maria após a confirmação de 21 casos, envolvendo alunos e uma professora. Tal medida demonstra a preocupação contínua das autoridades locais em combater a disseminação da doença, que, apesar de não estar na lista de doenças de notificação obrigatória do Ministério da Saúde, ainda representa um risco à saúde pública.

Segundo informações da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), a escabiose não é considerada uma doença de notificação compulsória no âmbito estadual, o que dificulta a obtenção de um levantamento consolidado de casos em todo o estado. Contudo, quando dois ou mais casos com vínculo epidemiológico são identificados, os municípios devem comunicar à SES-MG, por meio do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS-Minas) ou à área técnica responsável.
Até o momento, Minas Gerais registra sete surtos de sarna em 2026, ocorridos em cidades como Andradas, Lagoa Santa, Itapecerica, Lavras, Joaquim Felício, Coronel Xavier Chaves e Alfenas. A Secretaria de Saúde estadual acompanha de perto a situação, oferecendo suporte técnico às equipes municipais para a implementação de medidas de prevenção e controle, incluindo orientações sobre isolamento e cuidados para evitar a transmissão da doença.

A preocupação das autoridades de saúde é que ações isoladas, como a suspensão temporária das aulas, não sejam suficientes para conter o avanço da sarna, reforçando a necessidade de cuidados contínuos por parte da população. A estratégia inclui a conscientização sobre higiene pessoal, controle de objetos de uso comum e a necessidade de procurar assistência médica ao primeiro sinal de suspeita, a fim de evitar a propagação da infestação na comunidade.

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