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Técnica de bioestimulação de colágeno para fortalecimento e melhora da textura dos glúteos

Técnica de bioestimulação de colágeno para fortalecimento e melhora da textura dos glúteos

A busca por maior firmeza e aprimoramento na textura da pele dos glúteos tem impulsionado a popularidade da técnica de bioestimulação de colágeno, considerada um dos procedimentos estéticos mais procurados atualmente. Utilizada por celebridades como Virginia Fonseca, Sabrina Sato e Deborah Secco, essa abordagem tem gerado dúvidas frequentes, especialmente por ser confundida com procedimentos de aumento de volume, como o preenchimento com ácido hialurônico.

Diferentemente do preenchimento, cujo objetivo é alterar a projeção ou o tamanho do bumbum, a bioestimulação não visa modificar a anatomia em termos de volume. O procedimento atua estimulando o próprio organismo a produzir novas fibras de colágeno, uma proteína fundamental para a sustentação e firmeza da pele. Segundo Danuza Alves, diretora médica da Clínica Leger, os produtos utilizados na técnica atuam por vias biológicas distintas: enquanto o bioestimulador promove uma resposta fisiológica que aumenta a produção de colágeno, o ácido hialurônico é indicado para moldar contornos e aumentar o volume de forma imediata.

A especialista explica que a combinação dessas técnicas pode ser indicada, desde que avaliada individualmente por um profissional qualificado. “A combinação não deve ser feita simplesmente para aumentar o volume, mas para tratar necessidades específicas da anatomia de cada paciente”, reforça Alves.

Estudos científicos demonstram que substâncias como o ácido poli-L-láctico e a hidroxiapatita de cálcio, dois dos bioestimuladores mais utilizados no mercado, provocam uma resposta inflamatória controlada no tecido subcutâneo. Essa reação estimula os fibroblastos, células responsáveis pela produção de colágeno tipos I e III, essenciais para a sustentação da pele. Como o processo depende de uma resposta fisiológica do corpo, os resultados não são instantâneos, ocorrendo de forma progressiva ao longo de meses após as sessões.

Além de combater a flacidez decorrente do envelhecimento natural ou de oscilações de peso, o procedimento também é utilizado no tratamento de irregularidades no relevo cutâneo, como a celulite. Segundo a dermatologista Joana Magnavita, do Harmonize Gold, o procedimento ajuda na melhora da firmeza e da textura da pele, especialmente em casos onde há perda de sustentação. No entanto, ela alerta que, em quadros mais graves, com depressões profundas causadas por septos fibrosos, o bioestimulador pode não ser suficiente sozinho, sendo necessário associar outras técnicas, como a subcisão.

A indicação do procedimento não é restrita a uma faixa etária específica, mas deve considerar as necessidades clínicas de cada paciente. Mulheres no período pós-parto, por exemplo, devem realizar o procedimento com planejamento e pausas, uma vez que procedimentos estéticos injetáveis durante a gestação e a amamentação não são recomendados. Segundo Joana Magnavita, a liberação do procedimento deve ocorrer após o término do aleitamento, mediante avaliação clínica detalhada.

Entre as contraindicações estão infecções ativas na área tratada, gestação, doenças autoimunes em atividade e alergias aos componentes utilizados. O histórico do paciente, incluindo uso de anticoagulantes ou procedimentos anteriores com preenchimentos permanentes, deve ser rigorosamente avaliado antes da realização do procedimento. Apesar de considerado seguro quando indicado corretamente, o procedimento apresenta riscos como inchaço, hematomas, nódulos e, em casos raros, complicações vasculares graves. Assim, a escolha de um profissional qualificado, com domínio da anatomia glútea e rigor na assepsia, é fundamental.

Por fim, o estilo de vida do paciente influencia significativamente os resultados. Alimentação equilibrada e hidratação adequada fornecem os substratos necessários para a síntese de colágeno, enquanto a prática de exercícios físicos, especialmente musculação, complementa os efeitos do procedimento. Joana Magnavita destaca que a atividade física melhora o volume e o contorno muscular dos glúteos, atuando de forma distinta do bioestimulador, que tem como foco estimular a produção de colágeno na pele.

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