A Petrobras anunciou nesta quinta-feira, 1º de outubro, um reajuste de 11,76% no preço médio do querosene de aviação (QAV), refletindo uma atualização mensal que passa a vigorar imediatamente. Com essa alteração, o valor do combustível comercializado pela estatal atinge R$ 6,242 por litro, comparado aos R$ 5,585 registrados em setembro. Essa elevação é parte do procedimento regular de ajustes de preços praticados pela Petrobras, que ocorre mensalmente de acordo com os contratos firmados com as distribuidoras de combustíveis.
O reajuste de outubro representa uma redução em relação ao aumento de 13,9% aplicado no mês anterior, demonstrando uma tendência de desaceleração na variação dos preços. Segundo a Petrobras, a elevação de preços do QAV está relacionada às condições do mercado internacional, especialmente à alta nos preços do petróleo, que têm sido influenciados pelos conflitos no Oriente Médio, uma região de grande relevância para o mercado global de energia.
O impacto do reajuste no setor de aviação também é refletido na tarifa de passagens aéreas nacionais. Dados divulgados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) indicam que, em agosto, as tarifas médias de voos domésticos tiveram alta de 14,5% na comparação com o mesmo período do ano anterior. A tarifa real média, considerando todas as rotas e empresas, foi de R$ 776,87 por trecho, enquanto o preço do querosene de aviação praticado no período foi de R$ 4,98 por litro, representando um aumento de 31,8% em relação a agosto de 2022.
A Anac explicou que a formação das tarifas aéreas no Brasil segue um modelo de preços dinâmicos, no qual os valores são ajustados de acordo com a procura, a disponibilidade de assentos e os custos operacionais, incluindo combustível e variações cambiais. Essa metodologia visa refletir de forma mais precisa as condições de mercado e os custos enfrentados pelas companhias aéreas, que, por sua vez, impactam diretamente o valor final das passagens vendidas ao consumidor.
O reajuste do querosene de aviação pela Petrobras e a consequente elevação nas tarifas aéreas evidenciam a sensibilidade do setor às oscilações do mercado internacional de petróleo e às condições geopolíticas globais. Além disso, reforçam a influência dos custos de combustível na composição dos preços praticados na aviação comercial, um fator que costuma gerar impacto direto na acessibilidade e na dinâmica do setor de transporte aéreo no Brasil.


