Um menino de 1 ano e cinco meses morreu na tarde desta segunda-feira, 21 de setembro, após passar mal na residência de uma cuidadora localizada na região de Venda Nova, em Belo Horizonte. A criança, que apresentava febre há vários dias, foi levada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Venda Nova, onde chegou inconsciente, apresentando sinais de hipotermia, rigidez muscular e ausência de pulso. A Polícia Civil já está investigando as circunstâncias que envolveram a morte do bebê, incluindo possíveis omissões no cuidado.
Segundo informações fornecidas pelo padrinho da criança, um casal que também atuava como padrinho do menino era responsável pelos seus cuidados. De acordo com o relato, os pais do menino trabalhavam e, por isso, deixavam a criança na residência há aproximadamente um ano. Em algumas ocasiões, a criança também passou a dormir no imóvel, que servia como local de cuidado. O padrinho contou que os sintomas começaram na sexta-feira, 18 de setembro, e que o quadro clínico se agravou durante o fim de semana. Ele relatou ainda que o bebê passou a apresentar febre e recusava-se a mamar, além de passar a noite toda mal durante o sábado.
Na manhã de segunda-feira, a esposa do padrinho percebeu que a criança estava mal e começou a pedir ajuda. Ao verificar a situação, o homem encontrou o menino debilitado, já desfalecido. Segundo o relato, ela teria gritado por socorro, e ao verificar o estado da criança, ele constatou que o menino já apresentava sinais de desmaio.
Ao chegar à UPA Venda Nova, o bebê foi atendido por uma equipe médica que realizou manobras de reanimação por mais de 20 minutos, porém, sem sucesso. O relatório médico aponta que a criança chegou inconsciente, com hipotermia, rigidez e sem pulso, e que as tentativas de reanimação não lograram êxito em reverter o quadro. O corpo do menino foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde exames devem esclarecer as causas da morte.
Após o ocorrido, os pais e os padrinhos foram levados inicialmente a uma unidade da Polícia Militar na região de Venda Nova, e posteriormente a uma delegacia no bairro Alípio de Mello, onde prestaram depoimento. A Polícia Civil já ouviu as quatro pessoas envolvidas na ocorrência e investiga possíveis negligências ou omissões no cuidado com a criança, especialmente diante dos sintomas apresentados nos dias anteriores à fatalidade.
A investigação também busca apurar se houve alguma irregularidade na atividade de cuidado na residência, uma vez que a Prefeitura de Belo Horizonte informou que, até o momento, não consta em seu sistema o alvará de funcionamento para qualquer atividade econômica no imóvel onde a criança era cuidada. A administração municipal anunciou que realizará uma vistoria no local para verificar a regularidade da atividade, e, caso seja constatada alguma irregularidade, os responsáveis poderão ser responsabilizados.
A demora na chegada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) também foi alvo de reclamações por parte do padrinho, que alegou que a equipe demorou a chegar ao local. A prefeitura foi procurada para esclarecer esse ponto, mas ainda não enviou resposta até o momento.
As circunstâncias exatas da morte do bebê e a eventual responsabilidade dos envolvidos continuam sendo apuradas pelas autoridades, que aguardam os resultados dos exames do IML para determinar as causas do óbito. Até o momento, não há confirmação de prisões ou de qualquer crime formalmente configurado no caso.


