Correio Divinopolitano

Obra de estabilização no Corte de Pedra, em Belo Horizonte, deve custar R$ 4,8 milhões e está em fase de elaboração

Obra de estabilização no Corte de Pedra, em Belo Horizonte, deve custar R$ 4,8 milhões e está em fase de elaboração

Desde março deste ano, um trecho do bairro Jardim Vitória, na região Nordeste de Belo Horizonte, conhecido como Corte de Pedra, permanece interditado devido ao elevado risco de deslizamentos de terra e desabamentos. A área, que apresenta histórico de instabilidades geológicas, acumula atualmente lixo, entulho, água de esgoto e lama às margens da rua Augusta Sacchetto Scalzo, agravando a situação sanitária e de risco na região. As recentes chuvas intensificaram o acúmulo de água parada, contribuindo para o agravamento do cenário, além de facilitar a proliferação de vetores de doenças como a dengue.

O trecho interditado é alvo de preocupação constante por parte de moradores e profissionais que atuam na região. Luiz Marcelo, de 47 anos, agente de combate a endemias que trabalha na área, relata que a interdição criou barreiras físicas que impedem a circulação e retêm parte da água da chuva, formando verdadeiras piscinas ao redor do local. Segundo ele, a situação é agravada pelo descarte irregular de resíduos sólidos, incluindo lixo doméstico, entulho, restos de materiais de construção e até animais mortos, que contribuem para o agravamento do problema sanitário e ambiental.

Além do impacto na saúde pública, a presença de água parada e resíduos aumenta o risco de proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor de doenças como a dengue, zika e chikungunya. Luiz Marcelo destacou que o período é especialmente propício à expansão dessas doenças, devido às condições favoráveis à reprodução do vetor, agravadas pelo acúmulo de sujeira e descarte irregular de materiais na região.

A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) anunciou que uma intervenção de limpeza será realizada nos próximos dias para remover resíduos e melhorar as condições ambientais do local. A administração municipal também solicitou a colaboração da população na manutenção da limpeza e na preservação do espaço, visando evitar o agravamento da situação até a realização das obras de estabilização.

De acordo com informações oficiais, uma empresa contratada pelo município será responsável pela elaboração do projeto executivo e pela execução das obras de estabilização geotécnica do solo e do maciço rochoso na área. O planejamento prevê ações que priorizam a contenção do risco, incluindo demolições, remoções de terra, implantação de drenagem profunda e superficial, além de muretas de proteção e cobertura vegetal. O investimento estimado para a intervenção é de aproximadamente R$ 4,8 milhões.

As obras emergenciais visam estabilizar os paredões rochosos e o solo às margens da rua Augusta Sacchetto Scalzo, garantindo maior segurança para os moradores e trabalhadores da região. A intervenção ocorrerá nas duas margens da via, com foco na contenção da área de risco, e terá como objetivo reduzir a probabilidade de novos deslizamentos ou desabamentos no local.

Segundo a Secretaria Municipal de Obras e Defesa Civil, a execução dos serviços deverá priorizar as etapas de contenção, demolição e remoção de materiais, além da implantação de sistemas de drenagem e proteção. A iniciativa busca não apenas estabilizar a área, mas também melhorar as condições ambientais e sanitárias do bairro Jardim Vitória, contribuindo para a segurança e a qualidade de vida dos moradores.

Artigos Relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *