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Valor de recursos esquecidos por brasileiros em bancos atinge R$ 5,8 bilhões, aponta Banco Central

Valor de recursos esquecidos por brasileiros em bancos atinge R$ 5,8 bilhões, aponta Banco Central

O Banco Central (BC) divulgou nesta terça-feira, 13 de outubro, que o montante total de recursos financeiros considerados “esquecidos” em instituições financeiras brasileiras atingiu aproximadamente R$ 5,79 bilhões, com dados referentes ao mês de agosto. Este valor representa um aumento em relação aos R$ 5,6 bilhões registrados em setembro, que correspondiam a informações de julho, indicando uma elevação gradual na soma de valores não reclamados pelos titulares.

De acordo com o levantamento do BC, essa quantia está distribuída entre diferentes categorias de clientes e instituições. Especificamente, R$ 4,31 bilhões estão disponíveis para 23,9 milhões de clientes pessoas físicas, enquanto R$ 1,48 bilhão podem ser retirados por 2,36 milhões de empresas, incluindo micro, pequenas, médias e grandes corporações. Os dados demonstram a abrangência do fenômeno, que envolve uma parcela significativa da população e do setor empresarial do país.

O Banco Central também informou que, até agosto, foram devolvidos aproximadamente R$ 16,4 bilhões em recursos que estavam esquecidos em bancos. Desse total, R$ 12,1 bilhões foram destinados a pessoas físicas, enquanto R$ 4,3 bilhões retornaram para pessoas jurídicas. Esses valores representam uma parcela expressiva dos recursos disponíveis, reforçando o esforço das instituições financeiras em devolver fundos que, por algum motivo, não haviam sido reclamados pelos seus legítimos titulares.

No que diz respeito à distribuição dos valores esquecidos, a maior parte — cerca de 69,44% — corresponde a valores de até R$ 10. Ou seja, a maioria dos recursos não reclamados são pequenos montantes, o que evidencia a dificuldade de rastreamento ou de interesse por parte dos titulares em buscar esses fundos. Por outro lado, uma parcela menor, de aproximadamente 2,21%, corresponde a valores superiores a R$ 1 mil, indicando que há também recursos de maior valor em situação de esquecimento.

Além disso, os bancos representam a maior quantidade de detentores desses valores esquecidos, seguidos por entidades como consórcios, cooperativas de crédito e instituições de pagamento. Esses diferentes agentes financeiros acumulam recursos que, por diversas razões, não foram retirados ou reclamados pelos seus legítimos donos ao longo do tempo.

Desde 27 de maio de 2025, o Banco Central disponibilizou uma funcionalidade que permite aos titulares habilitarem, de forma automática, a solicitação de resgate dos valores a que têm direito. Essa medida visa facilitar o acesso aos recursos e reduzir o número de valores esquecidos, promovendo maior transparência e eficiência na devolução de fundos aos seus legítimos proprietários.

Em resumo, o aumento do montante de recursos esquecidos em bancos evidencia a importância de mecanismos de rastreamento e de facilitação de acesso a esses valores, que representam uma quantia significativa de dinheiro para milhões de brasileiros e empresas. O esforço do Banco Central em divulgar e oferecer opções para a recuperação desses fundos é uma estratégia fundamental para garantir maior inclusão financeira e o exercício pleno dos direitos dos consumidores no mercado financeiro nacional.

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