O repórter Caíque Verli, de 33 anos, foi encontrado morto na última quinta-feira (23), conforme noticiado pelo Jornal Nacional. Ele trabalhava na TV Gazeta, afiliada da Globo no Espírito Santo, e havia contribuído com reportagens para os programas “Bom dia Sábado” e “Hora 1”. De acordo com informações, Verli estava em tratamento para crises convulsivas.
O neurologista Ricardo Dornas, especialista em cefaleias do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (HC-UFMG), explicou que as convulsões ocorrem devido a uma descarga elétrica excessiva e desorganizada no cérebro, resultando em movimentos involuntários, alteração da consciência e mudanças comportamentais. Dornas destacou que as convulsões podem ter diversas causas, incluindo epilepsia, febre alta, alterações metabólicas, uso ou abstinência de substâncias, infecções do sistema nervoso, traumatismos cranianos e privação de sono. Importante ressaltar que nem toda convulsão indica epilepsia, mas todas devem ser avaliadas por um médico.
O especialista também ressaltou a importância de agir corretamente durante uma crise convulsiva. Recomendações incluem garantir a segurança da pessoa, afastando objetos que possam causar ferimentos, deitá-la de lado para facilitar a respiração e evitar a aspiração de saliva, além de monitorar a duração da crise. Ele adverte que não se deve inserir nada na boca da pessoa ou tentar conter seus movimentos de forma agressiva. Embora uma convulsão não signifique necessariamente uma condição médica grave, é fundamental buscar uma avaliação neurológica para determinar a causa e o tratamento adequado, que pode permitir o controle das crises. O médico enfatizou que a informação correta e ações simples de primeiros socorros podem reduzir riscos e salvar vidas.
A morte de Caíque Verli foi registrada como um encontro de cadáver e está sendo investigada pelo Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa (DEHPP). A polícia aguarda os resultados de exames que determinarão a causa do falecimento. Inicialmente, as evidências coletadas no local indicam que o jornalista pode ter falecido de causas naturais, embora a confirmação oficial dependa dos laudos periciais.
O corpo de Verli foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML) da Polícia Científica, onde passou por necrópsia e foi posteriormente liberado para os familiares. Natural de Carangola, Minas Gerais, Caíque Verli formou-se em jornalismo pela Universidade Federal de Viçosa (UFV) e integrou a 17ª turma do Curso de Residência da Rede Gazeta. Desde 2017, ele atuava na redação multimídia da Rede Gazeta, além de ter experiência em veículos como o site A Gazeta e a rádio CBN Vitória.
Nas redes sociais, Caíque compartilhava com seus mais de 10 mil seguidores seus trabalhos como repórter e aspectos de sua vida cotidiana, refletindo sua paixão pela profissão e seu engajamento com o público.


