Correio Divinopolitano

Polícia aponta que assassinato de jovem em Jaboticatubas foi premeditado e com crueldade extrema

Polícia aponta que assassinato de jovem em Jaboticatubas foi premeditado e com crueldade extrema

A Polícia Civil de Minas Gerais revelou que o assassinato de Beatriz Vitória Aparecida Neves Mota, de 27 anos, foi planejado com antecedência, evidenciado pelo fato de a cova onde seu corpo foi enterrado já estar aberta antes do crime. A investigação aponta que a jovem foi morta a pauladas e tijoladas, em um ato considerado de extrema crueldade pelos policiais envolvidos na apuração. O corpo de Beatriz foi localizado na quarta-feira, dia 21 de outubro, em uma área rural de Jaboticatubas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, após uma denúncia que levou os agentes a descobrirem uma cova de profundidade baixa a média, com sinais de terra remexida e a presença de moscas sobre o terreno.

Durante a coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira, 22, o delegado Alexandre Fonseca, responsável pelo caso, destacou que a investigação ainda aguarda os resultados dos exames periciais para esclarecer detalhes adicionais da morte, incluindo se a vítima foi submetida a outras formas de violência ou ao uso de soda cáustica. O chefe do Departamento de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), delegado Júlio Wilke, classificou o crime como uma das mais cruéis ocorridas recentemente na região, afirmando que o caso chocou toda a equipe policial e a sociedade.

O corpo de Beatriz foi encontrado com as mãos e os pés amarrados, o que reforça a hipótese de um crime premeditado. A identificação da vítima foi confirmada inicialmente por uma tatuagem extensa na perna, reconhecida pelo irmão da jovem, que acompanhava as diligências. A investigação revelou que o ex-namorado de Beatriz, de 18 anos, e a atual companheira dele, de 23 anos, foram presos na mesma ocasião, sob acusação de ocultação e destruição de cadáver. Ambos foram autuados em flagrante e permanecem à disposição da polícia enquanto o inquérito prossegue.

Em depoimento, o rapaz admitiu que conduzia o veículo Volkswagen Up branco utilizado na abordagem de Beatriz na noite do desaparecimento, ocorrido em 9 de outubro. No entanto, atribuiu à adolescente de 15 anos, que também estava no carro, a responsabilidade pelo planejamento e execução do crime. A jovem de 15 anos foi inicialmente ouvida como testemunha, mas sua participação ainda é objeto de investigação. Os policiais apreenderam os celulares dela e de outros envolvidos para aprofundar as apurações sobre o planejamento, a execução e o ocultamento do corpo.

A localização do corpo ocorreu após a adolescente indicar aos investigadores a região onde Beatriz havia sido enterrada. Durante as buscas, os policiais notaram sinais de terra remexida e a presença de moscas sobre o solo, o que levou à realização de uma escavação. A equipe encontrou o corpo da vítima em uma cova de profundidade moderada, além de um chinelo de Beatriz e a capa do celular dela nas proximidades, indicando o local onde ela foi enterrada.

O caso de feminicídio, que envolve uma vítima de 27 anos, evidencia a gravidade do crime e a sua premeditação, além de reforçar o impacto emocional na comunidade local e nas forças de segurança. As investigações continuam em andamento para esclarecer todas as circunstâncias do assassinato, enquanto as autoridades reforçam o compromisso de punição aos responsáveis por esse ato de extrema violência.

Artigos Relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *