Correio Divinopolitano

Pietra Bertolazzi acusa ataques coordenados de fãs do BTS e classifica o grupo como “organização criminosa”

Pietra Bertolazzi acusa ataques coordenados de fãs do BTS e classifica o grupo como “organização criminosa”

A influenciadora conservadora Pietra Bertolazzi, conhecida por posicionamentos polêmicos, rompeu o silêncio pela primeira vez desde o seu afastamento das redes sociais. Nesta sexta-feira, Bertolazzi enviou uma nota ao portal Metrópoles na qual afirma ter sido alvo de ataques de ódio promovidos por fãs do BTS, grupo de k-pop, após manifestar uma opinião pública de interesse cultural.

No texto, a ex‑DJ sustenta que, nos últimos dias, tornou-se vítima de ataques coordenados por parte do que descreve como “uma organização criminosa” após expressar uma opinião sobre tema de amplo debate público. A nota detalha que alguns dos responsáveis pelos ataques já foram identificados e podem responder judicialmente por diversos crimes, entre eles associação criminosa, organização criminosa, fraude eletrônica, invasão de dispositivo informático, falsa identidade, falsidade ideológica, ameaça, perseguição (stalking) e crimes contra a honra. Bertolazzi assegura que todas as provas estão sendo preservadas e organizadas, com cada mensagem, perfil, cadastro fraudulento, tentativa de roubo e ameaça sendo documentalmente anexado aos arquivos policiais.

Conteúdo da nota e alegações principais

A influenciadora afirmou que a perseguição ultrapassou limites aceitáveis e assumiu caráter misógino, incluindo insultos sexistas, intolerância religiosa e ameaças. Ela também negou que tenha havido xenofobia ou homofobia por parte de quem a atacou em relação aos artistas. De acordo com a sua narrativa, Bertolazzi criticou apenas uma estética específica difundida pela indústria do entretenimento contemporâneo, sem generalizar um povo ou uma nacionalidade.

Sobre a terminologia utilizada, Bertolazzi explicou que o termo “afeminado”, utilizado por alguns em referência aos artistas, não significa, por si só, homossexual, inferioridade, imoralidade, crime ou desprezo. Conforme a justificativa contida na nota, a expressão descreve características da aparência ou da expressão de alguém, sem implicar juízos morais ou legais sobre a orientação sexual ou o comportamento da pessoa.

Ao encerrar a seção de justificativas, a influenciadora afirma que não pretende emitir novos comentários sobre o caso enquanto as investigações estiverem em curso. Ela destaca que divergências de opinião pertencem a uma esfera liberal, mas que ameaças de morte, perseguição, falsidade ideológica, organização criminosa, fraude, roubo e a divulgação de dados pessoais configuram crimes, segundo o que afirma no texto.

Contexto e desdobramentos anteriores

A trajetória pública de Pietra Bertolazzi é marcada por posicionamentos polêmicos, incluindo críticas a uma apresentação do BTS durante a final da Copa do Mundo, o que desencadeou reação intensa entre fãs do grupo. Em sua fala publicada na época, Bertolazzi utilizou termos que descreviam o grupo de forma desfavorável, citando uma referência a homens “afeminados, vaidosos” e que, segundo ela, lhe causaram “vergonha alheia”. Essa declaração contribuiu para uma onda de repúdio e levou ao que ela classificou como cancelamento por parte de fãs.

Relata-se no material original que, pouco tempo após a postagem ter ganhado repercussão, fãs do BTS teriam identificado o perfil da influenciadora e obtido dados pessoais, incluindo telefone e CPF. Ainda conforme a matéria, houve a acusação de que os fãs teriam cadastrado Bertolazzi como mesária para as eleições em diversos estados do Brasil. Em resposta aos ataques e às mensagens de ódio recebidas, Bertolazzi decidiu afastar-se das redes sociais por um período.

Segundo o que foi registrado, Bertolazzi, que já teve filiação política associada ao PT, acabou mantendo o perfil público privado após o episódio. Paralelamente, a influenciadora informou ter criado uma nova página destinada a um projeto de estudos bíblicos, explicando que a iniciativa buscava preservar o andamento de seu trabalho diante dos ataques recebidos, sem que isso prejudicasse suas atividades profissionais.

Estado atual e perspectivas

Conforme delineado na nota enviada ao Metrópoles, Pietra Bertolazzi não deverá comentar o caso novamente enquanto as investigações estiverem em andamento. O comunicado reforça que as divergências de opinião são naturais em uma sociedade liberal, mas que crimes como ameaça, perseguição, falsidade ideológica, organização criminosa e divulgação de dados pessoais configuram infrações que devem ser apuradas pela Justiça.

Até o fechamento deste reportagens, o perfil da influenciadora permanece com restrição de acesso, enquanto Bertolazzi manteria a sua atuação em uma plataforma paralela voltada a estudos bíblicos, criada para evitar que ataques externos impactem o andamento de seus projetos. A situação acompanha o desdobramento de investigações e a evolução de ações legais mencionadas na comunicação, sem prejuízo de novas manifestações oficiais da parte envolvida.

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