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Pesquisa Quaest aponta estabilidade na desaprovação ao governo Lula, mas mantém maioria de avaliações negativas

Pesquisa Quaest aponta estabilidade na desaprovação ao governo Lula, mas mantém maioria de avaliações negativas

Uma nova rodada da pesquisa Quaest, divulgada nesta quarta-feira (2), revela que a desaprovação ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) permanece estável, atingindo 48% dos entrevistados, o mesmo percentual registrado na pesquisa de agosto. Apesar da estabilidade na reprovação, a avaliação positiva do governo apresentou uma leve queda, passando de 46% para 45%. Os entrevistados que não souberam ou não quiseram avaliar o governo subiram de 6% para 7%. A pesquisa foi realizada entre os dias 30 de agosto e 1º de setembro, com uma amostra de 2.004 eleitores brasileiros, e apresenta uma margem de erro de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07065/2026.

Segundo o levantamento, a avaliação da gestão federal permanece dividida, com 37% dos entrevistados considerando o governo de forma negativa, enquanto 35% possuem uma visão positiva. Ainda, 25% classificaram a administração como regular, e 3% não souberam ou preferiram não responder à questão. Esses números indicam que, desde o último levantamento, os índices de avaliação negativa e regular se mantiveram praticamente inalterados, enquanto a avaliação positiva apresentou uma diminuição de 1 ponto percentual, passando de 36% para 35%.

Percepção dos brasileiros sobre a economia no último ano

Sobre a situação econômica do país no último ano, a pesquisa aponta que apenas 19% dos entrevistados percebem uma melhora. Já 29% afirmam que não houve mudanças na economia, enquanto 49% avaliam que os indicadores econômicos pioraram ao longo do período. Uma pequena parcela, de 3%, não soube ou não quis responder a essa questão. Esses dados refletem uma percepção majoritariamente negativa da população em relação ao desempenho econômico do Brasil nos últimos doze meses.

Do ponto de vista econômico, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que o Produto Interno Bruto (PIB) do país cresceu 0,5% no segundo trimestre de 2026 em comparação com os três meses anteriores. Este crescimento foi impulsionado principalmente pelo setor agropecuário, que avançou 2,8%. Os setores de Serviços e Indústria também apresentaram crescimento, embora mais modestos, de 0,2% e 0,1%, respectivamente. Apesar do crescimento no trimestre, o PIB acumula uma alta de 1,9% em doze meses, abaixo dos 3,3% registrados no mesmo período do segundo trimestre de 2025. No primeiro semestre de 2026, a economia também cresceu 1,9% em relação ao mesmo período do ano anterior, com destaque para a agropecuária, que avançou 3,6%, enquanto Indústria e Serviços tiveram aumentos de 1,6% e 1,8%, respectivamente.

Esses números ilustram uma recuperação econômica moderada, ainda distante de níveis considerados robustos, refletindo um cenário de crescimento lento, apesar dos sinais positivos apresentados pelo PIB no último trimestre. A estabilidade na avaliação do governo, combinada com a percepção negativa da economia por parte da população, evidencia os desafios enfrentados pela administração Lula na consolidação de uma aprovação mais ampla junto à sociedade brasileira.

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