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Mulher médica é assassinada com 14 facadas pelo marido em Maringá, e laudo aponta feminicídio

Mulher médica é assassinada com 14 facadas pelo marido em Maringá, e laudo aponta feminicídio

Uma médica de 37 anos foi encontrada morta ao lado de seu filho de oito meses, na cidade de Maringá, no estado do Paraná, em um episódio que a investigação aponta como feminicídio. Segundo o laudo pericial divulgado pela Polícia Civil do Paraná (PCPR), Gassi Paola de Souza Mazia foi vítima de múltiplas perfurações por arma branca, totalizando 14 facadas, além de ter sido esganada, o que causou uma hemorragia aguda que levou à sua morte. O crime ocorreu na noite do dia 5 de outubro, dentro do apartamento da vítima, e o suspeito, identificado como João Vitor Domingues Romeiro, de 25 anos, foi preso no mesmo dia.

De acordo com o laudo de necrópsia, João Vitor teria esfaqueado Gassi várias vezes, perfurando o corpo da médica, e posteriormente a teria estrangulado, agravando o quadro de violência. A Polícia Militar relatou que, ao chegarem ao local após moradores ouvirem o choro do bebê por um longo período, encontraram a vítima já sem vida, com sinais de perfuração, ao lado do filho, que chorava no momento. Ao lado do corpo de Gassi, foram encontradas três facas, indicando o uso de armas brancas durante o ataque.

O Ministério Público do Paraná (MPPR) confirmou que o crime configura feminicídio, atribuindo a autoria ao marido da vítima, João Vitor, que não aceitava o término do relacionamento. Segundo as investigações, João teria invadido o apartamento de Gassi de forma violenta, cometido o assassinato de forma covarde e, após o crime, passou algumas horas no local com o corpo da esposa. Após esse período, ele fugiu, deixando o bebê sozinho com a mãe morta no apartamento.

O suspeito foi preso no mesmo dia do crime e, posteriormente, exonerado de seu cargo na Prefeitura de Marinalva, onde ocupava uma posição comissionada. Além disso, João Vitor é advogado e, após a prisão, a administração municipal confirmou a sua exoneração por meio de nota oficial divulgada nas redes sociais.

A comunidade local e profissionais de saúde manifestaram pesar pela morte de Gassi, que atuava na Unidade Básica de Saúde (UBS) Nova Aliança, em Sarandi, cidade próxima a Maringá. A Prefeitura de Sarandi divulgou nota de pesar, lamentando a perda da profissional e repudiando o feminicídio, reforçando o compromisso de combate à violência de gênero.

As investigações continuam em andamento, com a Polícia Civil reforçando a apuração dos detalhes do crime e as motivações que levaram João Vitor a cometer o feminicídio, considerado um ato extremo de violência motivado pelo término do relacionamento. O caso reforça a preocupação com a violência contra a mulher e a necessidade de medidas de proteção às vítimas de violência doméstica.

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