Um homem que atropelou um idoso de 67 anos durante uma manifestação em apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na região Central de Belo Horizonte, no sábado (17), foi colocado em liberdade provisória nesta segunda-feira (19). A decisão judicial ocorreu após audiência de custódia e determina que o motorista utilize uma tornozeleira eletrônica como medida cautelar, além de estar proibido de se aproximar da vítima a uma distância mínima de 500 metros.
De acordo com informações fornecidas pela esposa do motorista, o episódio aconteceu enquanto o casal e seus filhos retornavam de uma sessão de compras em um shopping popular próximo à Rodoviária de Belo Horizonte. Ela afirmou que não tinha conhecimento da realização da manifestação, embora manifestasse apoio ao ato. Segundo ela, o veículo estava parado em um sinal no cruzamento da rua Bahia com a rua Tupinambás, e ao abrir o semáforo, o motorista tentou seguir em frente, tendo que desviar de um ambulante que atravessava a via.
A mulher relatou que, nesse momento, várias pessoas passaram a arremessar objetos contra o carro, o que a levou a sair do local sem perceber que o veículo havia atingido alguém. Uma testemunha ouvida pela Justiça afirmou que o condutor demonstrava sinais de agitação enquanto o semáforo permanecia fechado, e que, mesmo com a presença de pedestres, ele teria acelerado o veículo, ferindo o idoso.
A Guarda Municipal de Belo Horizonte, que atendeu à ocorrência, informou que o motorista se mostrou “tranquilo e arrependido” durante o atendimento. A prisão preventiva do condutor foi revista na audiência de custódia, na qual a Justiça decidiu conceder-lhe a liberdade provisória. O juiz Leonardo Vieira Rocha Damasceno justificou a decisão pelo fato de tratar-se do primeiro registro de prisão do homem e pela peculiaridade do caso, mas ressaltou que medidas cautelares adicionais seriam necessárias devido à gravidade do delito.
Dessa forma, o motorista deverá usar uma tornozeleira eletrônica durante um período de seis meses, além de comparecer mensalmente ao fórum para informar e justificar seus atos. Ele também está proibido de se aproximar da vítima, devendo manter uma distância mínima de 500 metros, conforme determinação judicial.
O caso evidencia as tensões e os riscos envolvidos em manifestações públicas, especialmente quando há veículos envolvidos e o contexto político polarizado. A situação também levanta discussões sobre a segurança de pedestres e condutores em eventos de grande aglomeração, bem como a necessidade de ações que garantam a integridade de todos os envolvidos.


