O médico nefrologista Júlio César Soares Barreto morreu aos 57 anos, em Goiânia, no último sábado (31/10). A causa da morte não foi divulgada. Fundador da TRS Nefrologia e Hemodiálise, o profissional teve atuação destacada no atendimento a pacientes renais, na realização de transplantes e na formação de especialistas em nefrologia no estado de Goiás.
O velório será realizado nesta segunda-feira (2/11), a partir das 8h, no Parque Memorial de Goiânia. A informação foi divulgada pela clínica fundada pelo médico, que publicou uma mensagem de pesar e solidariedade aos familiares, pacientes e amigos de Júlio César.
“Com profundo pesar, comunicamos o falecimento do Dr. Júlio César Soares Barreto, médico nefrologista fundador da TRS. A nossa equipe se solidariza com familiares, pacientes e amigos neste momento de dor”, informou a equipe da TRS Nefrologia e Hemodiálise.
Em comunicado sobre o velório, Júlio César foi lembrado como médico nefrologista, defensor do transplante, pai e filho. O texto destacou a dedicação do profissional à medicina e a forma como ele atuava no cuidado e no acolhimento dos pacientes.
Segundo a homenagem, o médico fez da medicina um instrumento de cuidado, acolhimento e esperança, especialmente nas áreas de nefrologia e transplante. O comunicado também ressaltou que ele deixa um legado de ética, generosidade e amor à vida, que permanecerá na memória de pessoas que conviveram com ele.
Formação e atuação na nefrologia
Júlio César Soares Barreto formou-se em medicina pela Universidade de Brasília (UnB) em 1993. Depois, concluiu a especialização em nefrologia pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, da Universidade de São Paulo (USP).
Ao longo da carreira, integrou as equipes de transplante renal do Hospital Estadual Dr. Alberto Rassi (HGG) e da Santa Casa de Misericórdia de Goiânia. Também foi sócio do Hospital São Lucas e fundou, em 2010, a TRS Nefrologia e Hemodiálise, clínica na qual manteve sua atuação profissional.
O médico trabalhou na assistência a pacientes com doenças renais crônicas e agudas. De acordo com as informações divulgadas, ele participou da realização de mais de 400 cirurgias de transplante renal, consolidando uma trajetória diretamente ligada ao tratamento de pessoas que dependiam de cuidados especializados e à causa do transplante.
Em consonância com esse legado, a família autorizou a doação dos órgãos do médico após a morte. A decisão foi mencionada como parte da trajetória de Júlio César, marcada pela dedicação à área de transplantes e pelo compromisso com a assistência médica.
Sociedade Brasileira de Nefrologia lamenta perda
A Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) também manifestou pesar pelo falecimento do nefrologista. A entidade afirmou que Júlio César Barreto contribuiu de maneira significativa para a formação de diversos nefrologistas em Goiás.
Na manifestação, a SBN destacou o legado deixado pelo médico nas áreas de conhecimento, dedicação ao ensino e compromisso com a especialidade. Para a entidade, a contribuição de Júlio César à medicina e à formação de novas gerações de profissionais permanecerá como parte de sua história.
A Sociedade Brasileira de Nefrologia também expressou solidariedade aos familiares, amigos, colegas e alunos do médico, além de prestar homenagem à trajetória e à contribuição dele para a nefrologia brasileira.


