A lesão sofrida por Gabriel Pec durante a partida contra o Internacional, realizada na última quarta-feira (22), gerou preocupação entre os torcedores do Cruzeiro. O atacante, que foi contratado por 12 milhões de dólares, equivalente a R$ 61,1 milhões, fraturou a tíbia da perna esquerda em sua segunda partida pelo clube, o que o deixará fora de ação por um período significativo.
O médico ortopedista e traumatologista, Dr. Thiago Brustolini Guerra, comentou sobre a gravidade da situação em entrevista à rádio Itatiaia. Ele ressaltou que, sem acesso aos exames de imagem, é desafiador fornecer um diagnóstico preciso. No entanto, ele mencionou que o tipo de fratura e a presença de possíveis lesões associadas são fatores cruciais para determinar o tempo de recuperação. “O tempo de recuperação depende muito do tipo de fratura que foi. A gente não teve acesso aos exames de imagem, mas é bom saber se teve desvio e qual tipo de lesão associada a essa fratura pode ter tido”, afirmou o especialista.
Dr. Thiago também destacou que, apesar da gravidade da lesão, atletas profissionais geralmente apresentam um processo de recuperação mais eficaz, devido ao seu condicionamento físico e à qualidade muscular e óssea. Ele estimou que, em média, a recuperação para fraturas desse tipo leva de quatro a seis meses, com o retorno aos treinos intensos podendo chegar até seis meses. “Estamos falando de quatro a seis meses de recuperação para treino com bola de alta intensidade e cerca de seis meses para voltar a um nível competitivo”, explicou.
O médico enfatizou a importância de seguir todas as etapas do tratamento para evitar complicações. “É fundamental respeitar todas as fases de consolidação da reabilitação para não causar um retorno antecipado e um atraso na recuperação do atleta”, comentou. Caso Gabriel Pec não consiga retornar antes do prazo estimado, sua volta aos gramados pode ocorrer apenas na próxima temporada, o que representa um revés para o Cruzeiro, que investiu consideravelmente em sua contratação como um reforço para a segunda metade do ano.
Embora as fraturas na tíbia, como a de Pec, não costumem afetar negativamente o desempenho dos atletas após a recuperação, o Dr. Thiago alertou que o tempo é essencial para que os jogadores recuperem confiança, explosão e equilíbrio muscular. “É difícil falar sobre o futuro sem saber como está evoluindo o presente deste atleta. Mas, na maioria das vezes, quando a fratura consolida de forma adequada, o atleta consegue retornar ao alto rendimento sem problemas”, avaliou.
Atualmente, o Cruzeiro conta com Luis Sinisterra, Keny Arroyo e Kaique Kenji como principais opções para o ataque. Outros jogadores, como Marquinhos, Bruno Rodrigues e Wanderson, também estão disponíveis, mas não atravessam um bom momento. A diretoria do clube está atenta ao mercado em busca de um novo ponta para o técnico Artur Jorge. Recentemente, o Cruzeiro esteve próximo de fechar com o jogador Wesley, do Al-Nassr, mas a negociação não avançou, uma vez que o atleta optou por se juntar ao Corinthians. A equipe continua monitorando outras possibilidades para reforçar o elenco.


