Uma mulher foi vítima de agressões físicas por parte do lutador de jiu-jitsu Dominick Costa Melo na manhã desta segunda-feira (28 de setembro), no bairro Praia do Futuro, em Fortaleza, no estado do Ceará. As imagens do incidente, captadas por câmeras de segurança, mostram o momento em que o atleta entra em uma residência acompanhado pela vítima e, posteriormente, inicia uma sequência de violência contra ela. Durante a agressão, Dominick aplica ao menos 14 socos e três chutes, incluindo um golpe no rosto da mulher, que chega a cair no chão enquanto as agressões continuam.
Segundo as apurações iniciais, o episódio durou alguns minutos e foi registrado de forma clara pelas câmeras de segurança. Após a sequência de violência, o agressor pega o celular da vítima e deixa o local, sem que haja registro de resistência ou tentativa de defesa por parte dela na filmagem. Ainda não há confirmação de denúncia formal por parte da vítima, que foi orientada pela Polícia Civil do Ceará a comparecer pessoalmente a uma unidade policial para registrar boletim de ocorrência e prestar depoimento.
A Polícia Civil abriu um inquérito para apurar o caso sob a acusação de lesão corporal no contexto de violência de gênero. O procedimento está sendo conduzido pela equipe responsável pela investigação na região da Praia do Futuro. A investigação busca esclarecer as circunstâncias do episódio, bem como possíveis motivações e antecedentes do agressor.
Em decorrência da divulgação das imagens, a equipe de jiu-jitsu à qual Dominick Costa Melo estava afiliado, a SAS TEAM, anunciou a sua imediata exclusão do atleta. Em nota oficial, o conselho disciplinar da organização repudiou qualquer manifestação de violência contra mulheres e declarou que a conduta atribuída ao lutador é incompatível com os princípios defendidos pela equipe. A postura da organização reforça a condenação de atos de agressão e a necessidade de responsabilização de atletas envolvidos em episódios de violência.
Dominick Costa Melo possui antecedentes criminais, incluindo uma prisão ocorrida em 2015, durante a Operação Rave II, que investigava a comercialização de drogas sintéticas em Fortaleza. Na ocasião, policiais apreenderam centenas de comprimidos de ecstasy, além de outras drogas, uma arma de fogo e materiais relacionados ao tráfico de entorpecentes. O caso tramitou na Justiça do Ceará, e o lutador teve seu nome ligado a atividades ilícitas anteriormente.
A defesa de Dominick Melo informou, por meio de nota, que neste momento não irá se manifestar sobre o episódio mais recente. A Polícia Civil continua investigando as circunstâncias da agressão, buscando esclarecimentos adicionais. Até o momento, a vítima não formalizou denúncia ou registrou boletim de ocorrência, mas as autoridades reforçam a importância de que ela procure uma unidade policial para colaborar com as investigações.


