O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou nesta quarta-feira, 2 de setembro, uma lei que aumenta a disponibilidade de medicamentos trombolíticos nos serviços de urgência e emergência do Sistema Único de Saúde (SUS). A medida visa ampliar o acesso a tratamentos essenciais para pacientes com Acidente Vascular Cerebral (AVC) isquêmico e Infarto Agudo do Miocárdio (IAM), condições que, se tratadas rapidamente, podem reduzir significativamente o risco de sequelas permanentes.
Durante a cerimônia de assinatura, realizada no Palácio do Planalto, Lula reforçou o entendimento de que os investimentos na área da saúde não devem ser encarados como gastos, mas como uma forma de investimento social. Ele destacou a importância de ações concretas para a melhoria do setor, agradecendo o empenho do Congresso Nacional na aprovação do projeto de lei, que, segundo ele, transcende questões ideológicas.
“Se tem uma coisa que a questão ideológica não traz muita implicação é na área da saúde. Já vi gente de extrema direita e gente de extrema esquerda, em se tratando de cuidar da saúde, votar e fazer o mesmo discurso”, afirmou Lula, em discurso durante a cerimônia. Essa declaração reforça a posição do governo de que a saúde deve ser uma prioridade universal, independentemente de orientações ideológicas.
Os medicamentos trombolíticos, utilizados para dissolver coágulos sanguíneos, desempenham papel fundamental na redução de complicações decorrentes de AVC e IAM. Sua administração rápida pode evitar sequelas graves, como déficits neurológicos ou cardíacos permanentes. A ampliação do acesso a esses remédios no SUS representa uma estratégia para diminuir a mortalidade e melhorar a qualidade de vida de pacientes que dependem do sistema público de saúde.
Além da sanção da lei, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, assinou uma portaria que institui um comitê de acompanhamento da implementação da linha de cuidados relacionada ao AVC e ao IAM. O grupo será responsável por monitorar a distribuição e o uso dos medicamentos, além de propor ações para garantir maior acessibilidade e eficiência na assistência aos pacientes.
Lula também destacou, em seu discurso, que os recursos destinados à saúde não devem ser considerados como mero gasto, mas como investimento. Ele afirmou: “No Orçamento, tudo que a gente faz — educação, saúde — é gasto. A única coisa que não é tratado como gasto é pagamento de juros”, fazendo uma ironia ao criticar a visão que muitas vezes limita o entendimento de gastos públicos.
A sanção da lei representa um avanço na política de saúde pública, ao reforçar a importância de ações rápidas e eficazes no tratamento de condições que, se não atendidas de imediato, podem levar a sequelas irreversíveis ou à morte. A iniciativa também demonstra o compromisso do governo de ampliar o acesso a medicamentos essenciais no SUS, buscando reduzir desigualdades e melhorar os resultados em saúde no país.


