O julgamento de Glaidson Acácio dos Santos, conhecido como o “Faraó dos Bitcoins”, foi remarcado para o dia 25 de fevereiro de 2027. A decisão foi tomada pelo Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, que solicitou o adiamento da sessão inicialmente marcada para esta quarta-feira, dia 2 de setembro. Glaidson responde a processos criminais por envolvimento em homicídio e tentativa de homicídio, além de ser apontado como líder do grupo empresarial “Faraó dos Bitcoins”, responsável por um esquema bilionário de captação ilegal de investimentos em criptomoedas.
O caso que envolve Glaidson Acácio dos Santos é de grande repercussão nacional devido às graves acusações e ao montante financeiro movimentado pelo grupo. Segundo investigações, o esquema, iniciado na cidade de Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro, movimentou mais de R$ 2,7 bilhões, dos quais R$ 404 milhões foram considerados recursos ilícitos. Glaidson foi preso em 2021 durante a Operação Kriptos, deflagrada pela Polícia Federal (PF), que apontou o envolvimento de sua empresa, a GAS Consultoria, na realização de um esquema de pirâmide financeira.
O processo judicial que resultará no julgamento de Glaidson envolve acusações de homicídio contra Wesley Pessano, um jovem trader de 19 anos, e de tentativa de homicídio contra Nilson Alves da Silva, ambos ocorridos em 2021. De acordo com o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), Glaidson teria participação direta nesses crimes, sendo acusado de ter ordenado a morte do trader e de ter organizado uma espécie de milícia particular para eliminar concorrentes que ameaçassem o esquema de pirâmide financeira. As investigações indicam que a estrutura criminosa teria como objetivo eliminar rivais no mercado de criptomoedas, especialmente aqueles que poderiam atrair clientes para o esquema ilegal.
O julgamento, que será realizado por júri popular, tem previsão para ocorrer em fevereiro de 2027, e sua importância reside na decisão sobre a responsabilidade criminal de Glaidson nos crimes de homicídio e tentativa de homicídio. A expectativa é que o processo seja acompanhado de perto devido ao impacto do caso na opinião pública e à complexidade das acusações.
O envolvimento de Glaidson com o “Faraó dos Bitcoins” trouxe à tona uma série de investigações que revelaram o tamanho do esquema. A Polícia Federal e o Ministério Público Federal estimaram que pelo menos 300 mil pessoas investiram na GAS Consultoria, na esperança de obter um retorno de aproximadamente 10% ao mês. Os órgãos de investigação também calcularam que, ao longo do período de operação, foram movimentados cerca de R$ 38 bilhões pelo grupo liderado por Glaidson, reforçando a gravidade das irregularidades financeiras e criminais associadas ao esquema.
A repercussão do caso se deu não apenas pelo montante financeiro envolvido, mas também pela violência relacionada às acusações de homicídio e tentativa de homicídio, que indicam uma tentativa de consolidar o controle do esquema por meio de ações violentas contra possíveis rivais ou críticos. Assim, o adiamento do julgamento para 2027 mantém o processo em andamento, aguardando a realização do júri popular que determinará a responsabilidade de Glaidson Acácio dos Santos pelos crimes que lhe são imputados.


