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Lula concentra agenda de campanha em candidaturas do PT e aliados em estados estratégicos

Lula concentra agenda de campanha em candidaturas do PT e aliados em estados estratégicos

Desde o início da campanha eleitoral, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem priorizado a participação em eventos públicos ao lado de candidatos do Partido dos Trabalhadores (PT), em detrimento de alianças com outras legendas. Nas primeiras semanas de campanha, Lula participou de dez compromissos oficiais em oito estados brasileiros, a maior parte voltada a fortalecer candidaturas petistas, com apenas duas ocorrências relacionadas a postulantes de partidos aliados.

No dia 22 de agosto, Lula esteve em um ato com Eduardo Paes (PSD) no Rio de Janeiro, e na sexta-feira (11/9), viajou ao Rio Grande do Sul para participar de uma agenda ao lado de Juliana Brizola (PDT). Ainda neste sábado (12/9), está previsto um compromisso no Paraná, onde o PT apoia a candidatura de Requião Filho (PDT) ao governo estadual. Os demais compromissos do presidente tiveram foco em candidaturas do PT, incluindo visitas a estados considerados essenciais para a estratégia de reeleição, como São Paulo, Rio Grande do Norte, Bahia, Minas Gerais, Ceará e Piauí.

A estratégia de Lula evidencia uma concentração em regiões consideradas decisivas no cenário eleitoral. Estados como São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, que possuem os maiores colégios eleitorais do país, além do Nordeste — tradicional reduto lulista —, têm recebido maior atenção do presidente. Em Minas Gerais, um dos focos maiores da campanha, Lula participou de atos em pelo menos duas ocasiões desde o início oficial da corrida eleitoral em 16 de agosto, apoiando a chapa liderada pelo deputado federal Patrus Ananias (PT). Em São Paulo, Lula realizou dois compromissos: um em São Bernardo do Campo, para o lançamento de sua candidatura à reeleição, e outro em São José do Rio Preto, reforçando o apoio a Fernando Haddad (PT). Antes do início oficial da campanha, o presidente já tinha passado por outros dois eventos no estado.

No Nordeste, Lula tem marcado presença em locais onde as candidaturas do PT enfrentam dificuldades nas pesquisas, buscando fortalecer sua imagem junto às lideranças locais e ampliar o apoio às candidaturas aliadas. Entre esses nomes, destacam-se Elmano de Freitas (PT), no Ceará; Jerônimo Rodrigues (PT), na Bahia; e Cadu de Lula (PT), no Rio Grande do Norte. Uma exceção a essa estratégia foi a visita ao Piauí, na última quarta-feira (9/9), onde o governador petista Rafael Fonteles lidera com folga a disputa pelo governo estadual.

Apesar do foco nas candidaturas do PT, os palanques apoiados pelo partido incluem uma ampla coalizão de partidos de diferentes siglas. Das 27 unidades federativas, 15 chapas apoiadas pelo PT são lideradas por nomes de outras legendas, como PSD, PSB, MDB, PDT, PP, União Brasil, PSOL e Solidariedade. O PSD é o partido com maior número de alianças, apoiando candidatos em cinco estados: Amazonas, Mato Grosso, Rio de Janeiro, Sergipe e Tocantins. O PSB aparece apoiando candidaturas em Acre, Pernambuco e Santa Catarina.

No entanto, Lula tem evitado visitar estados onde há disputas acirradas pelo seu apoio, como Pernambuco, Maranhão e Paraíba. No caso de Pernambuco, o PT apoia oficialmente João Campos (PSB) para o governo, mas a disputa pela atenção do presidente envolve também a atual governadora Raquel Lyra (PSD), que lidera as pesquisas de intenção de voto. Ainda não há definição se Lula visitará esses estados durante o primeiro turno, apesar da pressão de aliados para sua presença. Essa estratégia de evitar regiões de conflito reflete uma tentativa de consolidar a base de apoio em áreas consideradas mais seguras e estratégicas para a reeleição.

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