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Lula aceita condições de Flávio Bolsonaro para ampliar transparência de sigilos, afirma campanha

Lula aceita condições de Flávio Bolsonaro para ampliar transparência de sigilos, afirma campanha

O senador e coordenador da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Camilo Santana, afirmou nesta quarta-feira (21/10) que o presidente aceita as condições apresentadas pelo senador e pré-candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, para ampliar o processo de abertura de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico referentes aos últimos 20 anos. Segundo Santana, Lula concorda em atender às exigências de Flávio, desde que o senador também cumpra as suas, protocolando no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) os pedidos de transparência que apresentou na última semana.

A declaração foi feita após Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), enviar uma manifestação ao ministro André Mendonça, vice-presidente do TSE, na terça-feira (20/10). Na ocasião, Flávio solicitou que Lula divulgue detalhes sobre gastos com cartões corporativos da Presidência desde janeiro de 2023, além de informações relativas à agenda da primeira-dama Janja Lula da Silva antes de fevereiro de 2025 e registros de visitas dos filhos do petista ao Palácio da Alvorada. O parlamentar também pediu que Lula torne públicos dados sobre o uso de helicópteros oficiais e despesas relacionadas à residência oficial da Presidência.

Além dessas solicitações, Flávio Bolsonaro apresentou uma outra demanda à Justiça Eleitoral: que Lula amplie a abertura de seus sigilos para incluir informações sobre empresas de seus filhos, especialmente de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, além de dados de Marco Aurélio Santana Ribeiro, ex-chefe de gabinete do presidente, conhecido como Marcola. A campanha de Lula informou que o próprio presidente não apresentou resistência ao pedido de transparência envolvendo seu ex-chefe de gabinete.

No documento enviado ao TSE na terça-feira, Lula declarou que estaria disposto a abrir seus sigilos pessoais caso Flávio Bolsonaro fizesse o mesmo. O presidente afirmou ainda que Lulinha, investigado no Supremo Tribunal Federal (STF), concordou em abrir seu sigilo sob a mesma condição. Para tanto, ambos os filhos do ex-presidente autorizaram seus advogados a representá-los legalmente no processo, apresentando procurações e documentos de outros familiares, como Marcos Cláudio, Luís Cláudio, Lurian e Sandro Luís Lula da Silva.

A iniciativa teve origem em um desafio lançado por Lula durante o debate presidencial realizado na TV Band, no último domingo (18/10). A proposta prevê que os dados sigilosos sejam disponibilizados ao público por meio de plataformas de acesso aberto, como a DivulgaCandContas ou outros portais eletrônicos de transparência, com o objetivo de ampliar o controle social e a fiscalização sobre as informações relacionadas à gestão pública e às finanças pessoais dos envolvidos.

Segundo Santana, a postura de Lula demonstra disposição ao diálogo e ao cumprimento de regras de transparência, desde que haja reciprocidade por parte de Flávio Bolsonaro. A discussão, que envolve pedidos de ampla abertura de sigilos de diferentes atores políticos e familiares, representa uma tentativa de promover maior fiscalização e esclarecer possíveis dúvidas relacionadas às finanças e atividades de figuras públicas de alta relevância no cenário político nacional.

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