Lúcia Maria de Sousa Aguiar dos Santos foi apresentada como pré-candidata ao Governo do Piauí pelo PSDB nas eleições de 2026. A médica ginecologista formada pela Universidade Federal do Piauí (UFPI) possui mestrado em Ciências da Saúde pela Universidade Cruzeiro do Sul e é especializada em Obstetrícia e Oncologia Ginecológica. Assim, a candidatura de Lúcia Santos reúne uma formação clínica de alto nível e uma longa atuação no campo da saúde, com foco em especialidades que envolvem o cuidado materno-infantil e a prevenção de enfermidades oncológicas.
Ao longo de sua trajetória, Lúcia Santos dedicou-se à medicina e à representação sindical da categoria. Sua atuação ganhou relevância no movimento associativo dos médicos, culminando com a presidência da Federação Nacional dos Médicos (Fenam), pela qual tornou-se a primeira mulher a comandar a entidade ao longo de sua história. A liderança no maior órgão representativo da categoria médica no país sinaliza uma atuação voltada a pautas de valorização da profissão, condições de trabalho e políticas públicas de saúde, além de ampliar uma imagem pública ligada à defesa de interesses profissionais de médicos.
Trajetória profissional e atuação sindical
Antes de assumir papéis executivos no movimento sindical, Lúcia Santos consolidou sua prática clínica como ginecologista, com especialização em áreas sensíveis e de alta complexidade. A formação em UFPI coloca-a entre profissionais com raízes no sistema de ensino superior público do estado, o que costuma dialogar com a construção de redes de atendimento e com a participação em debates sobre políticas de saúde regionais. A posterior atuação à frente da Fenam elevou seu perfil institucional, agregando experiência em gestão, negociação de pautas da categoria e representatividade de médicos em níveis nacionais.
No âmbito estadual, em 2023 Lúcia assumiu a presidência do Sindicato dos Médicos do Estado do Piauí (Simepi), cargo que ocupa até o momento. O mandato na entidade local reforça o vínculo entre sua atuação profissional e a defesa de interesses da categoria, especialmente no que tange a condições de trabalho, remuneração e políticas de saúde pública no estado. Essa experiência institucional local complementa o histórico de atuação em instâncias nacionais, ampliando o leque de interlocuções com gestores e atores políticos regionais.
Percurso político e o anúncio da pré-candidatura
A trajetória eleitoral de Lúcia Santos já incluía, em 2018, uma candidatura ao Senado Federal pelo Piauí, embora não tenha sido eleita. Esse pleito representou o ingresso formal da médica na vida política, abrindo caminho para novas disputas e para a construção de uma identidade pública com foco em gestão pública, políticas de saúde e cidadania. Em 29 de maio de 2026, o PSDB oficializou a pré-candidatura de Lúcia Santos ao Governo do Piauí, durante o evento intitulado “Circuito da Democracia”, realizado em Teresina. O ato de正式ização confirmou a intenção de concorrer ao Palácio de Karnak, sede do governo estadual, e colocou-a como uma das dez pessoas que disputariam o cargo no pleito de 2026.
A candidatura da médica insere-se num contexto de formação de alianças políticas: o PSDB integra uma frente com o Cidadania e o Podemos, formando a chapa majoritária em que o partido compete pela condição de titular do governo estadual. Trata-se, portanto, da primeira tentativa de Lúcia Santos de concorrer ao Executivo estadual, marcando uma mudança de patamar em sua carreira pública ao deixar de atuar apenas na esfera profissional e sindical para disputar um cargo de gestão pública em âmbito estadual. O jogo eleitoral no Piauí, que terá como marca a disputa entre nomes já consolidados e novas apostas, contempla ainda a presença de dez candidatos no total para o governo, com o atual governador Rafael Fonteles (PT) buscando a reeleição e aparecendo à frente nas pesquisas com vantagem considerável; o principal adversário anunciado é Joel Rodrigues (Progressistas), ex-prefeito de Floriano. O primeiro turno está previsto para ocorrer em 4 de outubro.
Panorama de avaliação e pesquisa de opinião
Em relação ao cenário de avaliação, a pesquisa realizada pelo instituto Amostragem, apresentada em 19 de julho de 2026, trouxe o registro de Lúcia Santos com 0,89% dos votos válidos no cenário estimulado. O levantamento foi conduzido com 1.137 eleitores distribuídos em 49 municípios do Piauí, entre os dias 7 e 12 de julho. A amostra possui margem de erro de 2,85 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%, e as edições do estudo estão registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob os números PI-04302/2026 e BR-09330/2026. Esses dados aparecem em um momento de definição do cenário eleitoral, em que a liderança de Fonteles nas pesquisas é descrita como ampla vantagem, o que contrasta com o resultado pontual da candidata apoiada pelo PSDB e aliados. A divulgação dessas informações compõe o retrato do equilíbrio de forças na disputa de 2026 e ajudam a entender o tamanho do desafio para Lúcia Santos na corrida ao governo estadual.
Ao longo de 2026, a atenção sobre o progressionismo, alianças partidárias e a trajetória de Lúcia Santos se mantém em foco para entender o desfecho das disputas no Piauí, com a busca de ampliar a participação de vozes com atuação prática em saúde pública e defesa de trabalhadores da área médica, em consonância com as prioridades de políticas públicas que o eleitor pode considerar no momento de escolher o governo estadual.


