O líder do PL no Senado, Carlos Portinho (RJ), reconheceu a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais e afirmou que é necessário saber lidar tanto com a vitória quanto com a derrota. A declaração foi dada após o resultado que garantiu ao petista seu quarto mandato à frente da Presidência da República.
“Na vida é preciso aprender a ganhar e perder. Aprendi isso no esporte. Segundo turno é uma outra eleição, e assim se mostrou”, afirmou Portinho.
A declaração do senador faz referência à trajetória esportiva que teve antes de ingressar na vida pública. Carlos Portinho foi atleta das categorias de base do Flamengo até os 14 anos. Mais tarde, também ocupou o cargo de vice-presidente jurídico do clube carioca.
Na segunda-feira (26/10), um dia após a derrota de Flávio Bolsonaro nas urnas, Portinho voltou a se manifestar sobre o cenário político por meio das redes sociais. Em uma publicação, afirmou que o país continua dividido e indicou que o Senado deverá exercer papel central na atuação do PL durante o próximo período.
“Estamos polarizados e não seria diferente. E o Senado será a nossa trincheira. Teremos reforços. E não desistiremos do nosso Brasil. Nunca!”, escreveu o senador.
A posição de Portinho está alinhada à manifestação do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, que também reconheceu o resultado proclamado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A eleição terminou com 51,79% dos votos válidos para Lula, enquanto Flávio Bolsonaro obteve 48,21%.
Em declaração divulgada anteriormente, Valdemar afirmou que o partido reconhecia oficialmente o resultado da eleição presidencial, mas defendeu que os questionamentos apresentados durante o processo fossem analisados em um ambiente político considerado equilibrado e democrático.
“Reconhecemos o resultado presidencial, proclamado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas entendemos que os questionamentos levantados precisam ser devidamente esclarecidos dentro de um debate político equilibrado e democrático”, declarou o dirigente.
As manifestações de Carlos Portinho e Valdemar Costa Neto contrastaram com a posição adotada por Flávio Bolsonaro após a divulgação do resultado. O candidato havia declarado que não aceitaria a derrota e que pediria a anulação do pleito.
Com a diferença de 3,58 pontos percentuais entre os dois candidatos, a eleição foi marcada pela disputa acirrada no segundo turno. O reconhecimento feito por integrantes da direção do PL sinalizou a aceitação institucional do resultado eleitoral, embora o partido tenha mantido a defesa de que os questionamentos levantados deveriam ser debatidos e esclarecidos.


