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Justiça decreta prisão preventiva de homem que confessou feminicídio em Belo Horizonte

Justiça decreta prisão preventiva de homem que confessou feminicídio em Belo Horizonte

A Justiça de Belo Horizonte decidiu, na última quinta-feira (23), converter a prisão em flagrante de André Junior Silva de Carvalho, de 24 anos, em prisão preventiva. Ele é acusado de ter assassinado Stifanie Ribeiro Firmino Silva, de 35 anos, e ocultado o corpo da vítima por quatro dias. A decisão foi proferida durante uma audiência de custódia no Fórum da capital mineira, onde o réu permanecerá detido enquanto a Polícia Civil conclui as investigações.

André foi preso na terça-feira (21), após se apresentar voluntariamente ao Departamento Estadual de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Durante o depoimento, ele confessou ter cometido o crime e foi autuado em flagrante. A promotora de Justiça Maria José Figueiredo Siqueira e Magalhães, responsável pela Central de Recepção de Flagrantes do Sistema de Defesa Social e de Justiça Criminal, fundamentou o pedido de prisão preventiva na gravidade dos fatos e na periculosidade do autor, evidenciada pela frieza demonstrada durante a execução do crime.

De acordo com a análise do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), André é acusado de feminicídio, ocultação de cadáver e furto, tendo praticado o crime por motivo fútil e por meio de asfixia. O delegado Thiago Megale Giovane afirmou que não há dúvidas de que Stifanie foi vítima de feminicídio. O casal se conheceu por meio de um aplicativo de relacionamentos e começou a morar junto em julho, no apartamento da vítima, localizado no bairro Camargos, na região Noroeste de Belo Horizonte.

Segundo a investigação, a discussão que culminou no crime ocorreu na noite de quinta-feira (16), quando Stifanie pediu que André deixasse o imóvel. O delegado relatou que, após a solicitação, André não tinha para onde ir e, em um momento de desespero, decidiu cometer o crime. Ele confessou que estrangulou a mulher, embora inicialmente tenha tentado apresentar uma versão alternativa, alegando que a encontrou já sem vida e sugerindo a possibilidade de suicídio devido ao uso de medicamentos controlados.

Após o assassinato, André permaneceu no apartamento com o corpo de Stifanie por cerca de quatro dias. Durante esse período, ele cobriu o cadáver com cobertores, manteve as janelas fechadas e utilizou desodorizadores de ar e borra de café queimada para tentar disfarçar o odor da decomposição. O delegado relatou que André só deixou o apartamento quando vizinhos começaram a estranhar a ausência de Stifanie. Uma vizinha, preocupada, enviou mensagens cobrando uma resposta e informou que acionaria a polícia caso não obtivesse retorno. Pouco depois, André foi visto saindo do prédio com duas malas.

A Polícia Civil confirmou que André responderá pelos crimes de feminicídio e ocultação de cadáver. Os investigadores aguardam a conclusão dos laudos periciais, que devem esclarecer oficialmente a causa da morte e auxiliar na reconstituição dos eventos que levaram ao crime. O delegado destacou que os laudos de necrópsia e de local ainda estão em fase de finalização, sendo tratados como prioridade devido à gravidade do caso.

Stifanie Ribeiro Firmino Silva foi encontrada morta em seu apartamento, após vizinhos perceberem um forte odor e decidirem abrir uma janela. O corpo estava sobre a cama, em estado avançado de decomposição, e diversos objetos da residência estavam revirados. Relatos de moradores indicam que André frequentava o apartamento com frequência e foi visto deixando o local no dia em que o corpo foi descoberto. Amigos da vítima informaram que ela trabalhava em um supermercado, estava afastada por problemas de saúde e realizava acompanhamento psiquiátrico, morando sozinha desde a morte de sua mãe, ocorrida em outubro do ano anterior.

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