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Flávio Bolsonaro critica proposta de Lula para fim da escala 6×1 e reforça preocupação com desemprego

Flávio Bolsonaro critica proposta de Lula para fim da escala 6×1 e reforça preocupação com desemprego

O candidato à Presidência da República pelo partido PL, Flávio Bolsonaro, manifestou nesta quarta-feira, 7 de outubro, sua oposição à proposta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de aprovar a revogação da escala de trabalho 6×1. Em declaração à imprensa, Flávio afirmou que a mudança na legislação trabalhista, que visa reduzir a jornada de 44 para 40 horas semanais e instituir dois dias de descanso sem redução salarial, não terá efeito positivo se for acompanhada por altos índices de desemprego ou endividamento da população.

Durante a entrevista concedida após reunião com integrantes da Federação União-Progressistas, das siglas que decidiram apoiar Flávio Bolsonaro no segundo turno, o candidato ressaltou que, embora seja favorável a direitos trabalhistas que proporcionem mais tempo de lazer e convívio familiar, esses avanços perdem valor se a situação econômica do trabalhador estiver deteriorada. “Depois de quatro anos de governo, Lula quer correr para aprovar uma matéria como essa. Está pensando na eleição. Eu sou a favor de que o trabalhador tenha um tempo de folga, para almoçar com a família, ir à praia no final de semana, viajar. Mas nada disso adianta se estiver todo mundo endividado ou desempregado. É preciso responsabilidade”, afirmou.

A declaração de Flávio ocorre em um momento em que o governo petista intensifica o debate sobre a medida, que vem sendo considerada prioridade na reta final da campanha presidencial. O projeto de lei, que tramita no Congresso Nacional, visa reduzir a carga horária máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais, além de garantir dois dias de descanso, sem prejuízo salarial. O presidente Lula já afirmou que a votação dessa proposta será um “primeiro teste” para o partido de Flávio, o PL, e criticou a postura do adversário, alegando que ele é contrária à medida.

Na mesma linha, Lula também declarou que o apoio do PL ao projeto depende de uma posição clara do partido. A discussão sobre a implementação da escala 6×1 ganhou destaque nesta semana, tendo sido debatida no plenário da Câmara dos Deputados na terça-feira, 6 de outubro. O governo argumenta que a proposta beneficiaria os trabalhadores ao diminuir a jornada de trabalho, enquanto críticos, como Flávio Bolsonaro, apontam que a medida pode agravar problemas econômicos se não vier acompanhada de políticas de estímulo à geração de empregos e redução de impostos.

Na ocasião, Flávio reforçou sua posição ao afirmar que o foco do governo deveria ser a redução da carga tributária sobre a folha de pagamento, para que os trabalhadores possam ficar com uma parcela maior de seus salários. “Se ele estivesse pensando no trabalhador, já teria tomado medidas nesse sentido”, completou.

A movimentação política também inclui o apoio de outras lideranças. Antes do primeiro turno, o União Brasil e o Progressistas, siglas às quais Flávio está filiado, declararam neutralidade na eleição presidencial, permitindo que seus parlamentares e candidatos atuassem de forma independente. Recentemente, no entanto, essas siglas passaram a apoiar oficialmente o candidato do PL, que busca consolidar sua base de apoio no Congresso.

Além disso, o apoio a Flávio Bolsonaro tem vindo de nomes de peso na política estadual e nacional. O ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), declarou nesta semana que apoiará o candidato, afirmando que Goiás dará uma vitória significativa a Flávio nesta eleição, e prometendo mobilização contínua. O ex-ministro do Turismo, Gustavo Costa Feliciano, filiado ao União Brasil, também integra o grupo de apoiadores.

O cenário político evidencia uma movimentação intensa na busca por apoio de diferentes partidos e lideranças, enquanto o debate sobre as propostas de reforma trabalhista permanece como uma das principais questões na campanha presidencial.

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