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EUA impõem nova tarifa e sobretaxa sobre produtos brasileiros chega a 37,5%

EUA impõem nova tarifa e sobretaxa sobre produtos brasileiros chega a 37,5%

O governo dos Estados Unidos anunciou uma nova tarifa que eleva a sobretaxa sobre produtos brasileiros a 37,5%. A medida foi divulgada na quinta-feira, 23 de julho, pelo governo do presidente Donald Trump, e se soma a uma taxa anterior de 25% que entrou em vigor no dia 22 de julho. A nova tarifa de 12,5% é resultado de uma investigação que abrange 60 países, incluindo o Brasil, e está relacionada ao uso de trabalho forçado na fabricação de mercadorias.

A tarifa de 25% aplicada anteriormente foi direcionada especificamente a produtos brasileiros, decorrente de uma investigação que identificou práticas comerciais desleais. A nova taxa de 12,5% é uma resposta a uma avaliação sobre a falta de ações efetivas por parte de alguns países no combate ao ingresso de mercadorias feitas com trabalho forçado. A decisão de implementar essa nova tarifa foi tomada pela representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, sob a orientação de Trump, como parte de uma estratégia mais ampla para pressionar parceiros comerciais a adotar práticas mais rigorosas de combate ao trabalho forçado nas cadeias de suprimentos globais.

De acordo com o Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), o Brasil foi classificado na categoria mais alta da nova política tarifária devido à sua ausência de uma proibição efetiva à importação de produtos fabricados com trabalho forçado. O USTR informou que a imposição da tarifa de 12,5% se aplica a produtos brasileiros, exceto aqueles especificados nos anexos da decisão.

A sobretaxa de 25% que entrou em vigor no dia 22 de julho abrange uma parte das importações brasileiras e pode resultar em um impacto econômico significativo, estimado em até 11 bilhões de dólares nas exportações do Brasil. Essa decisão se insere em um contexto mais amplo de tensões comerciais entre os EUA e o Brasil, onde o governo Trump alega que o país adota práticas consideradas desleais em diversas áreas, incluindo comércio digital, acesso ao mercado de etanol, combate ao desmatamento e políticas relacionadas ao sistema de pagamentos instantâneos, conhecido como Pix.

A nova tarifa também substitui uma taxa global temporária de 10% que estava em vigor desde fevereiro deste ano. Essa taxa havia sido aplicada após uma decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que invalidou parte das tarifas anunciadas por Trump durante o que ficou conhecido como “Dia da Libertação”, em 2 de abril de 2025.

As novas medidas tarifárias refletem uma postura mais agressiva do governo americano em relação ao comércio internacional, especialmente no que diz respeito à proteção dos direitos humanos e ao combate ao trabalho forçado. A implementação dessas tarifas poderá afetar não apenas as relações comerciais entre os EUA e o Brasil, mas também poderá provocar reações de outros países que se sintam impactados por essas decisões.

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