O senador eleito Carlos Bolsonaro (PL-SC) visitou o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), neste sábado (31/10) e reafirmou o apoio à candidatura do senador Rogério Marinho (PL-RN) à Presidência do Senado Federal. Segundo Carlos, a articulação seguirá a linha defendida pelo grupo político para tentar preservar, no Legislativo, as pautas e convicções compartilhadas por seus integrantes.
“A gente vai seguir essa linha para que possamos defender minimamente tudo aquilo que a gente acredita”, afirmou Carlos ao comentar o posicionamento em favor de Marinho. A declaração foi feita no mesmo dia em que ele esteve com o pai durante uma visita que, segundo o próprio senador eleito, durou cerca de duas horas.
Em uma publicação sobre o encontro, Carlos descreveu a ocasião como “mais um dia” ao lado de Jair Bolsonaro. O registro indicou a presença de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e também mencionou o perfil identificado como @BolsonaroSP. A visita ocorreu no sábado, 31 de outubro de 2026.
Além de tratar da disputa pelo comando do Senado, Carlos relatou informações sobre o estado de saúde do ex-mandatário. De acordo com ele, os soluços de Jair Bolsonaro voltaram. O senador eleito também disse ter ficado assustado com o aumento da barriga do pai acompanhado de emagrecimento.
O relato foi feito no contexto da prisão de Jair Bolsonaro, que cumpre pena de 27 anos e 3 meses por liderar a trama golpista. A situação do ex-presidente foi mencionada por Carlos ao descrever as condições observadas durante o período em que permaneceu com o pai neste sábado.
Durante a conversa, segundo Carlos, Jair Bolsonaro também demonstrou saudade de Flávio Bolsonaro e de Eduardo Bolsonaro. Flávio, senador pelo PL do Rio de Janeiro, teria fugido para os Estados Unidos na terça-feira (28/10), três dias antes da visita. Eduardo Bolsonaro está autoexilado no exterior desde fevereiro de 2025.
A manifestação de Carlos em favor de Rogério Marinho ocorre enquanto o grupo ligado ao PL busca definir sua posição para a eleição da Presidência do Senado. Marinho, senador pelo Rio Grande do Norte e integrante do mesmo partido de Carlos e Jair Bolsonaro, é apontado na declaração como o nome que receberá o apoio do senador eleito.
Ao mencionar a necessidade de seguir uma determinada linha política, Carlos relacionou a escolha para o comando da Casa à defesa das posições nas quais o grupo acredita. A declaração, no entanto, não apresentou novos detalhes sobre eventuais alianças, negociações ou estratégias para a disputa, limitando-se a reafirmar o apoio a Marinho.


