Após o encerramento do primeiro turno das eleições gerais de 2026, que contou com a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do senador Flávio Bolsonaro (PL) e de outros 11 postulantes ao cargo máximo do Executivo, os candidatos que avançaram para o segundo turno já começaram a divulgar suas posições de apoio. A maioria deles, incluindo os principais nomes, manifestou publicamente sua preferência, enquanto alguns optaram por não declarar apoio oficial ou liberar seus apoiadores para decidir livremente.
Dentre os candidatos que avançaram para a fase decisiva, Flávio Bolsonaro destacou-se por ter conseguido angariar o maior número de apoiadores públicos. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu manifestações de apoio de figuras de diferentes espectros políticos, entre eles Augusto Cury, representante do Avante; Clariana Barão, do Democratas (DC); o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, do Novo; e Ronaldo Caiado, do PSD. Essas declarações reforçam uma estratégia de consolidar alianças variadas, buscando ampliar seu respaldo na disputa pelo Palácio do Planalto.
Por outro lado, o ex-presidente Lula, que liderou a votação no primeiro turno, recebeu apoio de alguns nomes de partidos de esquerda e de movimentos sociais, como Edmilson Costa, do Partido Comunista Brasileiro (PCB); Hertz Dias, do PSTU; e Samara Martins, da União Popular (UP). Esses apoios refletem a manutenção de uma base alinhada ao seu projeto político, embora ainda não tenham sido anunciadas alianças formais de apoio ao seu nome para o segundo turno.
No âmbito das orientações de voto, o candidato Renan Santos, representante da Missão, optou por liberar seus apoiadores para votarem de acordo com sua preferência, sem uma orientação de apoio explícito a qualquer dos candidatos. Já Rui Costa Pimenta, do Partido Comunista Operário (PCO), foi mais categórico ao defender o voto nulo na segunda fase do pleito, indicando uma postura de não apoiar oficialmente nenhum dos dois nomes que disputam a presidência.
Por fim, Wilson Grassi, do Democrata, ainda não anunciou sua posição oficial em relação ao segundo turno, mantendo uma postura de neutralidade ou de análise futura. Essas manifestações de apoio e posicionamento demonstram o cenário político em formação após o primeiro turno, refletindo as estratégias de cada candidato e o alinhamento de suas bases eleitorais para a decisão final em 2 de novembro de 2026.


