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Campanha de Lula encerra horário eleitoral com ataques a Flávio Bolsonaro e críticas indiretas ao governo

Campanha de Lula encerra horário eleitoral com ataques a Flávio Bolsonaro e críticas indiretas ao governo

Na última manhã de veiculação do horário eleitoral gratuito nas emissoras de rádio e televisão, nesta quinta-feira, 1º de outubro, a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) intensificou suas críticas ao senador Flávio Bolsonaro (PL), que optou por uma postura de agradecimento aos apoiadores ao encerrar sua participação, sem fazer menções diretas ao petista. O episódio marcou o encerramento do período de propaganda eleitoral obrigatório, momento em que os candidatos costumam reforçar seus discursos e ataques aos adversários.

A peça publicitária de Lula abordou temas relacionados à economia e à política, associando Flávio Bolsonaro ao avanço das apostas no Brasil. Além disso, a campanha exibiu uma nota de repúdio às declarações do senador sobre a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), reacendendo a controvérsia envolvendo a figura de Nossa Senhora Aparecida. Essa estratégia faz parte de uma tentativa de conectar as declarações do adversário a temas religiosos e de moralidade, que têm sido utilizados na disputa eleitoral.

No conteúdo veiculado nesta quinta, Flávio Bolsonaro destacou seu desejo de romper com o “velho sistema, que funciona só para eles, mas não para você”. O senador do PL também voltou a usar imagens de visitas a mercados, tentando evidenciar supostos problemas na economia durante o governo Lula. Ele afirmou ter visto de perto a dificuldade de muitas famílias em encher seus carrinhos de compras, reforçando uma narrativa de crise econômica e insatisfação popular.

Por sua vez, Lula pediu aos eleitores que reflitam sobre as melhorias que desejam para suas vidas e suas famílias ao votar. Em seu discurso, destacou a importância de votar em si mesmo, nas mudanças que cada um deseja ver concretizadas. Lula também afirmou que esta será sua última eleição e que seu último governo será o mais importante de todos, reforçando seu compromisso com a continuidade de avanços sociais e econômicos.

A campanha de Lula também reforçou sua posição contra as apostas e cassinos, alegando que Flávio Bolsonaro é defensor dessas atividades. No segmento dedicado à segurança pública, foi exibido o depoimento de uma apoiadora que afirmou que o adversário “não tem moral para combater nada, muito menos para ser presidente do país”.

Sobre as questões religiosas, a campanha manifestou solidariedade aos bispos, aos devotos de Nossa Senhora Aparecida e aos brasileiros de todas as religiões, condenando ataques de candidatos às instituições religiosas por interesses eleitorais. Lula afirmou que desrespeitar uma religião é desrespeitar todas, e destacou que “mudar não é voltar para trás” nem retirar conquistas, mas continuar avançando.

Na sua despedida do horário eleitoral, Flávio Bolsonaro concentrou seu discurso em relatos de encontros com apoiadores ao longo da campanha. Ele declarou que, naquele momento, não era hora de falar de política, mas de gratidão, destacando o carinho recebido de diversos grupos sociais, incluindo crianças, jovens, trabalhadores e idosos. Entre eles, a centenária dona Corilda, de 100 anos, foi citada como símbolo do apoio recebido pelo senador.

Apesar de não citar explicitamente o governo Lula, Flávio fez críticas indiretas aos seus adversários, afirmando que “o futuro do Brasil não é o passado” e reforçando a ideia de que a escolha eleitoral é uma decisão entre vencer ou ser derrotado. Ele também pediu confiança aos eleitores, afirmando que se dedicará a cuidar do país e do povo brasileiro, garantindo que “o Brasil vai vencer”.

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