Gabriel Bortoleto, piloto da Audi, terminou o treino classificatório do Grande Prêmio da Hungria em 14º lugar no grid de largada. A sessão ocorreu neste sábado, 25, e o brasileiro analisou o resultado durante entrevista à Globo, evitando atribuir a performance apenas à azar e deixando claro que esperava um desempenho superior ao registrado na volta de cada piloto.
“Não acho que hoje se resuma a azar; sempre falo que eu tive ótimos finais de semana, ótimas classificações, mas eu sou sempre honesto e hoje eu não entreguei o que eu deveria entregar, na minha visão”, afirmou Bortoleto. A declaração mostra uma leitura direta do próprio desempenho, sem se prender a explicações que possam classificar o resultado como consequência de acaso, ressaltando também o histórico de desempenhos positivos ao longo de outras fases de provas.
O piloto acrescentou que o fim de semana, de forma geral, vinha apresentando sinais positivos, mas ainda longe de ser ideal. Ele explicou que tem feito ajustes constantes no carro em função da sensação de conforto, ou da falta dela, durante os treinos. “O final de semana todo tem sido positivo, mas longe de ser ideal; eu tenho mudado o carro muito, em todos os treinos, porque eu não conseguia me sentir muito confortável”, iniciou Bortoleto.
Sobre a volta rápida, o brasileiro citou a possibilidade de ter enfrentado um problema específico relacionado à curva quatro. “No começo da classificação até tava ok, mas eu não sei se é porque eu escapei na curva quatro duas vezes; ali a zebra é muito agressiva. Não sei se eu também peguei algum dano no carro, não tenho essa informação”, disse. A referência à curva quatro sinaliza um ponto crítico adotado por ele para avaliar o desenvolvimento da volta, em que sair com o carro pode ter comprometido o tempo de volta ou gerado impactos no conjunto mecânico.
Ao encerrar a análise sobre a sessão, Bortoleto voltou a abordar a dificuldade de manter o carro sob controle nas melhores voltas, destacando a ausência de aderência em alguns trechos. “O que eu posso falar é que, nas últimas voltas, eu não tinha nenhum grip no carro, nenhuma aderência. De qualquer maneira, se teve algum dano, é por minha conta, eu que escapei e perdi o carro. Não tem sido um final de semana fácil, né, em questão de quão confortável eu tô com o carro”, analisou o piloto da Audi. A observação reforça a percepção de que o acerto do veículo ainda não está plenamente ajustado às preferências do brasileiro, um ponto que ele não descarte como responsável pelos resultados da sessão.
Apesar das dificuldades na classificação, Bortoleto apontou uma leitura positiva em relação ao ritmo de corrida demonstrado durante os treinos, o que alimenta a esperança de uma atuação mais consistente na corrida dominical. “Mas a gente viu um bom ritmo de corrida, e, pelo menos quanto a isso, eu tô um pouco mais confortável. Mas vai depender de amanhã, se a gente consegue fazer ultrapassagens”, encerrou. A afirmação sugere que, mesmo com a posição de largada desfavorável, o brasileiro mantém a crença de que o carro pode apresentar desempenho competitivo ao longo da prova, desde que as condições da pista permitam ações de ultrapassagem e estratégia de corrida.


