A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou nesta segunda-feira (21/9) a interdição de lotes falsificados de medicamentos utilizados no tratamento de câncer e de toxina botulínica, com medidas de apreensão que entram em vigor de forma imediata. As ações incluem a retirada de circulação de unidades irregulares de medicamentos de grande relevância na área da oncologia e estética, reforçando o combate às falsificações no mercado farmacêutico brasileiro.
De acordo com a determinação publicada no Diário Oficial da União (DOU), será apreendido o lote B5011B05 do medicamento biológico Phesgo, fabricado pela farmacêutica Roche, com data de fabricação prevista para junho de 2025. A Roche comunicou às autoridades sanitárias que identificou unidades falsificadas desse lote, o que motivou a ação de fiscalização. O Phesgo é indicado para o tratamento do câncer de mama HER2-positivo, sendo uma combinação de medicamentos biológicos de alta complexidade, cuja integridade é fundamental para a eficácia do tratamento e a segurança do paciente.
Além do medicamento contra câncer, a Anvisa também proibiu a venda e distribuição de lotes falsificados da toxina botulínica Dysport, produzida pela empresa Beaufour Ipsen. Os lotes P08191, P08192 e P22368, que circulavam no mercado com prazos de validade previstos para abril, maio e fevereiro de 2029, respectivamente, foram considerados ilegítimos pela fabricante, que declarou não reconhecer a autenticidade dessas unidades. A empresa alertou às autoridades que esses lotes falsificados representam riscos à saúde, além de violar os direitos de propriedade intelectual e prejudicar a reputação do produto original.
As ações da Anvisa visam assegurar a segurança dos consumidores e prevenir riscos associados ao uso de medicamentos falsificados, que podem conter substâncias perigosas, doses incorretas ou ingredientes não autorizados. A fiscalização e apreensão de lotes irregulares são medidas preventivas essenciais, sobretudo em produtos de alta complexidade, como os utilizados no combate ao câncer e na estética, onde a qualidade e a origem do medicamento são critérios de extrema importância.
As determinações adotadas pela agência sanitária reforçam a necessidade de vigilância constante no mercado farmacêutico, além de alertar consumidores e profissionais de saúde sobre os perigos de adquirir medicamentos de origem duvidosa. A Anvisa continuará monitorando o mercado e adotando ações de fiscalização para coibir a circulação de produtos falsificados, garantindo a integridade dos tratamentos e a segurança da população.


