Morreu neste domingo, 26, em Brasília, aos 95 anos, o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Octavio Pires e Albuquerque Gallotti. A confirmação foi feita pela família. Até o momento, não houve divulgação de detalhes sobre velório e sepultamento. Gallotti teve uma trajetória marcada por posições de destaque no Judiciário brasileiro. Antes de chegar ao STF, ocupou o cargo de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) entre 1973 e 1984, tendo presidido a Corte de Contas em 1974.
Em novembro de 1984, Gallotti foi nomeado ministro do STF pelo então presidente João Figueiredo, tornando-se o último integrante da Corte indicado durante o regime militar. No STF, exerceu a presidência da instituição entre 1993 e 1995, período em que o tribunal passou por mudanças significativas em um cenário constitucional já em construção após a redemocratização do país. Durante sua gestão à frente do STF, Gallotti também atuou de forma interina na Presidência da República em duas ocasiões no ano de 1994, em momentos de ausência do então presidente Itamar Franco, contribuindo para a regularidade institucional em períodos de transição.
Natural do Rio de Janeiro, Gallotti nasceu em 27 de outubro de 1930 e era filho de Luís Gallotti, que também integrou o Supremo Tribunal Federal. Antes de ingressar no TCU e posteriormente no STF, ele traçou a carreira no Ministério Público e na advocacia, iniciando suas atividades profissionais na década de 1950. Ao longo de mais de quatro décadas de atuação na vida pública, Luiz Octavio Gallotti ocupou cargos de relevância tanto na administração pública quanto no Judiciário, consolidando seu nome entre os principais magistrados da história recente do país. Sua passagem pelo TCU, pelo STF e pela presidência da Corte reforça a importância de sua atuação na governança e no equilíbrio institucional durante décadas decisivas da história brasileira.
A trajetória de Gallotti, marcada por funções de liderança e pela participação em momentos-chave da Justiça, é frequentemente mencionada em avaliações sobre a evolução do Judiciário brasileiro nas últimas décadas. A família, por sua vez, não sinalizou ainda onde ocorrerão as cerimônias de despedida nem os horários dos rituais de homenagem, mantendo em aberto a divulgação de tais informações.


