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Lindbergh Farias solicita à PF a quebra de sigilos do escritório de advocacia ligado a Flávio Bolsonaro

Lindbergh Farias solicita à PF a quebra de sigilos do escritório de advocacia ligado a Flávio Bolsonaro

O vice-líder do governo no Congresso Nacional, deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), informou nesta sexta-feira (24/7) que irá encaminhar à Polícia Federal um pedido para que sejam quebrados os sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático do escritório de advocacia ligado ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A comunicação foi feita por meio de uma publicação na rede social X, na qual o parlamentar também disse que protocolaria uma notícia de fato com o objetivo de ampliar a apuração de movimentações financeiras associadas ao referido escritório.

Conforme informações divulgadas, a medida está relacionada a uma revelação publicada pelo Metrópoles, na coluna de Tácio Lorran, segundo a qual Flávio Bolsonaro emitiu notas no valor de R$ 1,5 milhão para empresas que teriam participação em um esquema envolvendo Daniel Vorcaro, ex-banqueiro ligado ao Banco Master. Lindbergh Farias sustenta que tais operações seriam incompatíveis com a atuação típica de um escritório de advocacia, sugerindo a possibilidade de recebimento de recursos sem a efetiva prestação de serviços jurídicos.

Contexto e localização do escritório

Segundo o que foi apresentado pelo deputado, o escritório funcionaria na residência onde Flávio Bolsonaro reside, em Brasília. Alega-se que o local não contaria com funcionários, nem com atendimento ao público ou estrutura compatível com a prestação de serviços advocatícios tradicionais. Lindbergh descreveu o espaço em uma linha de apoio a seu pleito, ressaltando que as características apontadas poderiam indicar ausência de atividade jurídica efetiva.

Ainda durante a divulgação, o parlamentar mencionou que, desde 2021, o escritório teria emitido 41 notas fiscais. Entre os pagamentos citados, há referências a transações supostamente efetuadas por empresas ligadas a Daniel Vorcaro, incluindo uma transferência de R$ 500 mil atribuída à empresa Contábil Correia. O tom de questionamento apresentado por Lindbergh busca esclarecer o destino desses recursos e o papel desempenhado pela banca de advocacia envolvida no esquema.

Questionamentos e citações

Numa passagem emblemática da manifestação, Lindbergh questionou publicamente: “Se ele não exercia atividade, se ele não tinha funcionários, se ele não atuava representando terceiros, o que ele fez desses R$ 500 mil? Era só para receber dinheiro? Era lavar dinheiro?” A frase, registrada na publicação, traduz a linha de raciocínio do deputado, que liga as movimentações financeiras à possível operação de lavagem de dinheiro e à ausência de atividades jurídicas formais associadas ao escritório.

Além disso, o petista citou o contador Alexandre Caetano dos Reis como pessoa que teria atuado para o escritório de Flávio Bolsonaro. Lindbergh afirmou que Alexandre seria irmão de Letícia Caetano dos Reis, identificada como sócia administradora da banca. O parlamentar argumenta que a combinação de fatores — a relação entre o escritório e as empresas de Vorcaro, a estrutura supostamente inadequada para atividade jurídica e a ligação familiar com Letícia — reforça a necessidade de uma apuração aprofundada pela PF.

Próximos passos e pedido de ouvimento

Conforme apresentado, Lindbergh não apenas solicitou a quebra de sigilos, mas também indicou a intenção de requerer que Alexandre Caetano dos Reis seja ouvido novamente pela Polícia Federal. A solicitação de novas oitiva faz parte do conjunto de medidas que o deputado espera que contribuam para esclarecer as relações entre o escritório, as transações financeiras mencionadas e os envolvidos no caso.

A movimentação ocorre em meio a uma pauta de investigações envolvendo figuras públicas e atores do setor financeiro, com a PF ocupando papel central na checagem de irregularidades apontadas pela imprensa e por autoridades. A defesa ou qualquer manifestação oficial relacionada aos envolvidos não foi detalhada na matéria original, e não houve confirmação pública de desdobramentos além das declarações de Lindbergh Farias. Em casos como esse, o andamento depende de pareceres internos da PF, tramitação de requerimentos legais e eventuais investigações complementares que possam confirmar ou afastar a natureza das operações mencionadas.

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